O Instrumental aniversaria – Maurício Heinhorn

 
 
O Nota Geraes homenageia hoje, 30 de maio, o aniversário de Maurício Heinhorn, o maior gaitista da história da música brasileira.
 
 
Além de excepcional instrumentista, Heinhorn também tem no currículo alguma das mais saborosas composições da bossa-nova, como Batida Diferente.
 
 
Já nesse vídeo, Maurício é aclamado por um dos maiores nomes do jazz, Toots Thielmans.
 
 
 
Biografia

texto produzido pelo site Clube do Jazzwww.clubedojazz.com.br

Moisés David Einhorn nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de maio de 1932. Esse carioca nascido na Lapa e criado no Flamengo, praticamente trocou as fraldas pela gaita. Filho de pais poloneses e gaitistas, ganhou sua primeira harmônica aos 6 anos.

Aos treze já dominava uma harmônica de boca, tendo com ela integrado vários conjuntos e participado de vários programas de Rádio, inclusive do famoso Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional.

Desde então tem viajado pelo mundo participando de tournées e de gravações com artistas brasileiros e estrangeiros tais como Sarah Vaughan, Fred Cole, Sebastião Tapajós, Baden Powell e Hélio Delmiro. Em 1975 grava seu primeiro disco: “The Oscar Winners”, no mercado foi lançado com o título “A Era de Ouro do Cinema”.

Em 1979 lança o segundo, com o seu próprio nome, disponível apenas na Europa.Parceiro de Eumir Deodato, Ugo Marota, Johnny Alf, Durval Ferreira, e entre outros encontrou seu amigo e violonista Sebastião Tapajós, a sua parceria mais constante e duradoura.

Com presença marcante no movimento da bossa nova, compôs “Batida Diferente”, além de “Tristeza de nós dois”, “Estamos aí” e “Alvorada”.
Formou com Hélio Delmiro e o baixista Arismar do Espírito Santo um trio dos mais requisitados nas noites cariocas. Em 1983 o trio se apresentou com enorme sucesso no Teatro Nacional de Brasília.

Em 1985 se apresentou no Maksoud Plaza em São Paulo, espetáculo que foi considerado antológico ao lado de Leni Andrade, Johnny Alf e Paulo Moura.Ainda em 85. Participou do I Free Jazz Festival com seu conjunto (Chimeli, Arismar, Bob Wyatt) e junto com o trio de Toots Thielemans.

No último espetáculo de Bobby McFerrin no Canecão, ao reconhecer Maurício na platéia convidou-o para uma canja, tendo tocado juntos “Summertime” e um blues improvisado. Dois dias depois, quando se apresentava no People, Bobby acompanhado do trompetista Chuck Mangione retribuíram a canja do Canecão tocando ao lado de Maurício, num encontro considerado memorável.

Simples, afável modesto e companheiro, Mauricio Einhorn é desses artistas considerado como patrimônio da cultura musical brasileira. Com muita técnica e sensibilidade ele é respeitado e querido em todo o mundo.

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let`s swing

Native Dancer/74 – Álbum abriu portas para experimentos

matéria publicada no Estado de São Paulo – 13.05.11

Roqueiros não gostam de jazz. Jazzistas não gostam de artistas pop. Para Milton Nascimento, Native Dancer (1974) foi o disco que provou que tudo isso era cascata. “O disco, em minha opinião, abriu as portas para todo mundo tocar com todo mundo, sem preconceito”, disse o cantor, falando ontem ao Estado por telefone, de sua cidade natal, Três Pontas (MG).

Divulgação
Milton. Lembranças de 74 e do disco ‘Native Dancer’
Se Milton pretende ver os shows do quarteto de Wayne Shorter em SP e Rio? “Eu? Claro. Tem São Paulo e Rio? Então vou nos dois. Se ele quiser, canto com ele.”
As memórias de Milton daquele Natal de 1974 às vezes não batem com as de Wayne Shorter, mas o ‘Bituca’ é rápido em resolver a dúvida. “Eu confio muito mais na cabeça dele”, arremata.

De qualquer modo, eis como Milton lembra de tudo: ele e sua banda estavam, por volta de 1972, fazendo uma temporada do Blues de Esquina num teatro no Rio, na Lagoa Rodrigo de Freitas. “Sempre fui adepto sacramentado de Miles Davis. Naquele ano, o Weather Report veio tocar no Rio, e o Wayner Shorter chegou perguntando “Onde está o Milton Nascimento?”.
Segundo Milton, os promotores do show de Wayne não iam com a sua cara, e mentiam dizendo que ele provavelmente estava no Norte do País, fazendo shows “na selva”. Mas esqueceram de um detalhe: a mulher de Wayne na época, Ana Maria, falava português e leu no jornal que Milton, Lô Borges, Beto Guedes e o pessoal do Clube da Esquina estavam no Rio. Saiu gritando: “Wayne, o Milton tá no Rio”.
“Quando soube que o Wayne Shorter estava na plateia, eu disse: então não vou entrar”, lembra Milton. Mas entrou, e ele diz que, a partir dali, durante toda a temporada, o grupo de Shorter encurtava os próprios shows para ir até o teatro da Lagoa para ver o de Milton. “Foram todos os dias. Até que o Wayne chegou pra mim e perguntou: Quer ir gravar comigo nos Estados Unidos? Eu: Mas claro.”


Dois anos, depois Milton receberia um telefonema. “Milton? It’s time!”, dizia a voz do outro lado. “Praticamente, aquilo salvou a minha vida. Eu ia para a Itália, gravar o Sentinela com uns frades italianos. Tava tocando com o Som Imaginário, e tudo era pura confusão. Tava um quiprocó danado”, conta.
Shorter voltou a ligar para combinar detalhes e perguntou se Milton gostaria de levar alguém. Ele disse: Wagner Tiso e Robertinho Silva. Foram a Nova York e flanaram pela noite enquanto a gravação ia sendo agendada. Um dia, num clube, era aniversário do Chick Corea e alguém pediu para Milton tocar. Ele tocou Ponta de Areia, mas nenhum dos músicos presentes conseguiu acompanhá-lo. “Caramba, derrubei o povo!”, lembra Milton.


Aí ele se virou para Shorter e disse: “Quando gravarmos o disco, quero que essa seja a primeira música do Lado A”. Shorter riu: “Você faz uma música que parece de criança e aí é uma complicação danada”, brincou. Então, foram para a Califórnia gravar. O produtor era Jim Price, que trabalhava com os Rolling Stones. E o resto já se sabe. “Quando o disco saiu, foi uma loucura”, conta Milton. “Quase 10 anos depois, eu estava em Los Angeles e um cara na piscina me chamou. Fui ver o que era. Era o Maurice White, do Earth Wind and Fire, que disse que me chamou para me agradecer. Disse que a banda dele nasceu após ele ouvir as sessões de gravação do Native Dancer. Ele estava lá ouvindo, eu só soube muito tempo depois.”

projeto Novos Horizontes

Aproveito para dar os parabéns a Wagner Souza, 3° colocado no XI Prêmio de BDMG Instrumental. O júri, formado por nomes como Tárik de Souza e Paulo Belinati reconheceu o talento e o belo som de trompete e flugelhorn do mineiro de Juiz de Fora. Nesta edição, o violonista Thiago Delegado faturou o primeiro lugar.

Wagner Souza, Marcos Frederico, Thiago Delegado e Luís Leite

AGENDA INSTRUMENTAL – CLÉBER ALVES

CLÉBER ALVES FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DE “VENTOS DO BRASIL” NA SÉRIE BH INSTRUMENTAL

O saxofonista, compositor e arranjador mineiro Cléber Alves é a atração de junho do da Série BH Instrumental. O projeto, que  traz ao público mineiro  concertos públicos e gratuitos, com instrumentistas de primeira linha, acontece mensalmente, alternando o endereço entre as praças Floriano Peixoto e Praça da Saúde.

A única apresentação de Cléber Alves será no dia 13 de maio, na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, às 20 horas.

A Série BH Instrumental é uma realização da Veredas Produções em parceria com o Instituto Unimed-BH, através de doações de pessoas físicas e conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, fazendo parte do Circuito UNIMED-BH.

O show de Cléber Alves marca o lançamento de seu novo CD, “Ventos do Brasil”. Ele toca acompanhado por uma banda de primeira, com  André “Limão” Queiroz (bateria); Enéias Xavier (baixo acústico); Marcos Flávio (trombone); Roberto Júnior (sax barítono e tenor) e Chico Amaral (sax alto e tenor), e conta com participações especialíssimas de amigos e mestres: Carlos Malta (flauta e sax), Mauro Rodrigues (flauta), Nivaldo Ornellas (sax tenor) e Teco Cardoso (flauta e sax).

“Ventos do Brasil” é o resultado de uma pesquisa que utiliza uma formação correspondente a de banda de música, expressão comum da cultura mineira. Nele, os sopros vêm acompanhados de bateria e contrabaixo, em substituição à percussão e à tuba, características da banda. Também não são utilizados instrumentos de harmonia como o piano, o violão ou a guitarra. Os arranjadores ficam livres para fazer propostas e escolhas, e participam com suas composições autorais. “O trabalho é feito a partir do encontro de músicos vindos de uma mesma origem. Buscamos criar uma unidade que ressalta nossa diversidade sonora”, afirma Cléber Alves.

Dois mestres da música instrumental assinam os arranjos: Nivaldo Ornellas e Paulo Moura, ambos saxofonistas que marcaram a geração dos anos 80 e influenciaram vários outros que vieram posteriormente entre eles, Carlos Malta e Teco Cardoso, também saxofonistas que até hoje contribuem com seus trabalhos para a sonoridade do sax, além do flautista e pesquisador Mauro Rodrigues.

Compositor, arranjador e instrumentista Cléber foi aluno de Nivaldo Ornellas e Paulo Moura e construiu uma carreira sólida, com uma mistura criativa de técnica impecável, bom gosto nas interpretações e composições ricas e originais. 

Boa parte de sua formação foi durante os dez anos em que morou na Alemanha. Ele fez graduação e mestrado em jazz e música popular na Universidade de Mùsica de Stuttgart . E lá mesmo lançou dois discos excepcionais: “Temperado” e “Saxophonisches Ensemble B”.

De volta ao Brasil, gravou “Revinda”, que mereceu o Prêmio Marco Antonio Araújo de Melhor Disco Instrumental de 2006.

Na Alemanha, tocou em festivais de jazz onde participaram músicos como Bobby McFerrin, Lionel Hampton, Chucho Valdés, Ralph Towner, John Taylor, Jerry Bergonzi, entre outros. Ainda na Europa participou de shows na Suíça, Holanda, França e Espanha.

No  Brasil, grava e toca ao lado de músicos como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Wagner Tiso,Túlio Mourão, Chico Amaral, Ed Motta, Flávio Henrique, Weber Lopes, Sérgio Santos, Zeca Assumpção, André Mehmari, Toninho Ferragutti, Alda Rezende, Gilvan de Oliveira, Hamilton de Yolanda, Paulinho Pedra Azul, Selma Carvalho e outros.

Participou do Festival “Tudo é Jazz” de Ouro Preto com seu trabalho solo, como instrumentista nos shows de Túlio Mourão, Chico Amaral, Alda Rezende e como solista da bigband da compositora e arranjadora Maria Schneider.

Em 2008 sua participação no “Tudo é Jazz” aconteceu na noite de Milton Nascimento, tocando com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais ao lado dos cantores Pedro Morais, Kadu Vianna, Júlia Ribas e outros.

Tocou também no TIM Festival de Valadares, Festival de Jazz de Ipatinga, Savassi Festival em BH e Festa da Música de Belo Horizonte.

Faz, constantemente, turnês pela Alemanha e por outros países da Europa.

-SERVIÇO-

PROJETO SÉRIE BH INSTRUMENTAL APRESENTA CLÉBER ALVES

Lançamento do CD “Ventos do Brasil”

Convidados:

Carlos Malta( Flauta e Sax), Mauro Rodrigues(Flauta), Nivaldo Ornelas(Sax Tenor), Teco Cardoso(Flauta e Sax). 

Banda:  André Queiroz – Bateria

              Enéias Xavier – Baixo Acústico.

              Marcos Flávio – Trombone

              Roberto Júnior – Sax Barítono e Tenor. 

              Chico Amaral – Sax alto e tenor. 

Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

Dia  13 de Maio – Sexta-Feira – às 20  horas

Informações- 3222 5271

Apoio Institucional: Instituto Unimed BH

Entrada Franca

Milton Nascimento relembra os “bailes da vida” em show no sul de Minas

cantor se apresenta em novo espaço destinado a grandes nomes da MPB em noite em que também subirão ao palco destaques da nova geração presentes em seu novo disco

                No início da década de 60, um grupo de jovens percorria as estradas de terra do sul de Minas Gerais atrás do sonho de serem músicos famosos e reconhecidos pelo talento. Pelo fato da maioria dos nomes serem iniciados por uma letra em comum, o conjunto – que se apresentava rigorosamente de smoking e topetes bem desenhados – passou a se chamar W’s Boys. O pianista, Wagner Tiso, não teve problemas. Mas o crooner teve que colocar o W em substituição ao M original. Pouca gente sabia que Wilton viria a ser Milton Nascimento.

            Essa época, em que “cantar era buscar um caminho que vai dar no sol”, foi relembrada, muitos anos depois, na música “Bailes da Vida”, parceria com Fernando Brant. E no mês de maio, Milton faz show em uma dessas cidades onde “muita gente pôs o pé na profissão”. A pacata Fama – vizinha de Três Pontas e Alfenas, cidades onde morou – pretende receber o artista com um belo pôr-do-sol entre as montanhas da região, refletido nas águas da represa de Furnas. Um cenário à altura daquele que levou o nome de Minas Gerais para todo o mundo.

            O show será realizado na Arena Fama, espaço recém-inaugurado que além de contar com um visual privilegiado dispõe de uma grande área de lazer também destinada à prática de esportes, como moto-cross e jetski. A partir de agora, o local passa a ser uma referência de grandes eventos da região, tendo como propósito também trazer importantes nomes da MPB que raramente se apresentam no interior, suprindo uma lacuna de shows que até então o público dessas cidades era carente. No dia 24 junho, o grupo Roupa Nova fará show no Arena Fama.

            Além do palco principal para o show de Milton Nascimento, a Arena Pub receberá o Quarteto Sentinela e convidados. O grupo foi idealizado pelo cantor Paulo Francisco e tem no baixo Luís Cláudio Ribeiro. Ambos estão no novo disco de Milton, “E a gente sonhando…”.

                         Milton Nascimento - E a gente sonhando.

Dentre os convidados, estarão Ysmael Tiso, Clayton Prósperi e Bruno Cabral, artistas também presentes no álbum lançado neste ano. Ao todo, mais de 30 músicos darão uma mostra de talentos artísticos que foram diretamente influenciados por Milton e que o continuam cativando. Assim, mesmo passadas quase cinco décadas, quem comparecer ao espetáculo vai comprovar que realmente “os sonhos não envelhecem”. 

SERVIÇO

SHOW MILTON NASCIMENTO

– LOCAL: Arena Fama – município de Fama – MG

– DATA: sábado, 14 de maio de 2011

– HORÁRIO: 20 horas

Entrada: R$50 (pista) / R$80 (cadeiras) / R$150 (área Vip com buffet)

 

QUARTETO SENTINELA e convidados – tenda Arena Pub (a partir das 18horas e após o show de Milton Nascimento)

ingressos: miltonnascimento@arenafama.com.br / (35) 8429 8031

*Assessoria de Imprensa: João Marcos Veiga (31) 8788.4534

projeto Novos Horizontes – Mauro Continentino e Pablo Passini

Neste mês de maio, o projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH – convida o guitarrista argentino Pablo Passini. Ele se apresenta ao lado do pianista Mauro Continentino no café do espaço CentoeQuatro.

Jazz de altíssima qualidade que o Notas Geraes conferiu de perto.

O argentino Pablo Passini nasceu em Azul, cidade localizada na província de Buenos Aires. Guitarrista de jazz e professor de violão e guitarra formou-se na Universidad Nacional de La Plata (Argentina). Apresentou-se nos distintos cenários e ciclos de jazz da cidade de Buenos Aires. Em 2010, veio ao Brasil para desenvolver atividades acadêmicas na UFMG. Desde então já se apresentou em algumas casas da cidade com diversos músicos do circuito jazzístico de Belo Horizonte.

informações: www.centoequatro.org / (31) 3222.6457

dicas Geraes – LUIZ EÇA

O Notas Geraes estréia hoje o quadro DICAS GERAES, no qual músicos, professores, artistas, pesquisadores e amantes da música em geral darão sugestões de obras centrais do universo instrumental brasileiro.

E o convidado para dar início ao dicas Geraes é o artista visual e professor de história da arte e semiótica da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) Ronaldo Auad.

No vídeo, ele fala de um disco dos mais importantes instrumentistas, compositores e arranjadores da música brasileira: Luiz Eça. Para mostrar como esse álbum se perpetua mais de quatro décadas depois, Auad também fala do cd “Reencontro”, uma homanagem ao mestre.

"Luiz Eça e Cordas" mostra toda sua genialidade não só como instrumentista, mas também como o arranjador que influenciou toda uma geração. E em "Reencontro", grandes nomes da música brasileira prestam homenagem ao legado do mestre. A obra desse carioca nascido em 1936 e falecido em 1992 tem proporção incomensurável, diluída (sem perder a qualidade) desde a bossa nova até a MPB dos anos 70.

Com Bebeto Castilho (flauta, baixo e saxofone) e Hélcio Milito (bateria), o pianista formou, em 1962, o maravilhoso Tamba Trio - referência da bossa nova nos anos 60, o grupo se apresentou no lendário Beco das Garrafas e em outros redutos

 

Luiz Eça é unanimidade entre os artistas de qualidade e sensibilidade, tendo conquistado a admiração e amizade de ícones como Bill Evans.

 Boa audição!

XI Prêmio BDMG-Instrumental – 06/05/2011 a 08/05/2011

O BDMG Cultural apresenta nos dias  6, 7 e 8 de maio de 2011, a 11ª edição do Prêmio BDMG Instrumental, no Centro Cultural Cento e Quatro – Praça Ruy Barbosa, 104 no centro de Belo Horizonte.  Os ingressos custam R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). A renda  será destinada ao “Projeto Social Raio de Luz”.

X I  Prêmio BDMG Instrumental
6, 7 e 8 de maio
Centro Cultural Cento e Quatro-
Praça Ruy Barbosa, 104 – Centro (Praça da Estação)
 Belo Horizonte – MG
Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia)
(A renda será destinada ao Projeto Social Raio de Luz)
 

Confira a agenda dos shows e participe do evento! 

Dia 6 de maio de 2011 (sexta-feira):    
20:00 às  20:20 horas – Chico Bastos (violão tenor)
20:35 às 20:55  horas – Cristiano Vianna (violão) e Marcelo Chicaretti (flauta)
21:10 às 21:30 horas  – Bernardo Fabris  (saxofone)
21:45 às 22:00 horas  – Marcos Frederico (bandolim)
22:20 às 22:40 horas  –  Wagenr Souza ( trompete)
22:55 às 23:15 horas  -Thiago Delegado (violão)      

 
 Dia 7 de maio  de 2011 (sábado):  
19:00 às 19:20 horas  –  Luis Leite (violão)
19:35 às 19:55 horas – Marcelo Jiran (pianista)
20:10 às 20:30 horas – Grupo Mirante
20:45 às 21:05 horas
Hugo Silva (contrabaixo) 
21:20 às 21:40 horas – Sergio Starling (violão)
21:55 às 22:15 horas
Eduardo Pio – Guitarra
              
 A comissão julgadora, composta por músicos arranjadores, compositores de música instrumental e jornalistas com especialidade em crítica musical, avaliará o desempenho dos finalistas, que devem apresentar duas músicas autorais e um arranjo de um clássico da MPB. 
  
A grande final acontecerá no domingo, dia 8, às 19 horas. Serão escolhidos os quatro vencedores, que receberão R$8 mil, cada um,  e realizarão shows em Belo Horizonte e no SESC de São Paulo. No evento, serão escolhidos também o “Melhor Arranjo” e o “Melhor Instrumentista”.
 
 
Nesta décima primeira edição, dois selecionados não participarão da final. Os músicos Hugo Soares e Jonathans Marques, por motivos pessoais, decidiram não integrar o grupo que se apresentará no evento que encerra o Prêmio BDMG Instrumental. Para evitar imprevistos, a comissão julgadora pré-selecionou o Grupo Mirante – formado por Juninho de Sá, Edson Viana, Breno Mendonça, Tiago Guimarães e Conrado – e o guitarrista Eduardo Pio, que passam a integrar o grupo de músicos que disputa o prêmio final.
 
 

Confira aqui, o perfil dos participantes, o repertório da apresentação e os músicos que vão acompanhar os selecionados do XI  Prêmio BDMG Instrumental:

 

Bernardo FabrisSaxofonista
Bernardo Fabris é carioca. Concluiu seu doutorado em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, é mestre, pela UFMG na linha de pesquisa “Performance Musical” e, bacharel em Música, com habilitação em saxofone, pela mesma instituição. Atualmente, leciona no Departamento de Música da UFOP. Em seu grupo Quinteto, atua como intérprete, compositor e arranjador. Apresentou-se ao lado de músicos como os americanos Maria Schneider e Mike Hashim. Já participou de importantes festivais de música instrumental, além de ter ministrado oficinas nas cidades de Ouro Preto, Ouro Branco e Itabira. Em seu currículo, participações em discos da Banda Sinfôinia da UFMG e do compositor Claude Guillard, entre outros. 

REPERTÓRIO:
1-    Sincopação – Bernardo Fabris
2-    Cris – Bernardo Fabris
3-    Insensatez – Antônio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes
MÚSICOS:
Saxofones / Soprano / Tenor – Bernardo Fabris
Guitarra – Thiago Nunnes
Teclado – Gustavo Figueiredo
Baixo Acústico – Yan Vasconcellos
Bateria – Hudson Vaz
 Chico Bastos –Violonista

 
Natural de Itabirito, Chico Bastos é violonista, compositor, arranjador e multi-instrumentista. Graduou-se em música pela Universidade Federal de Ouro Preto, tendo como professor Rufo Herrera. Em seu currículo, estudos com Ian Guest, Cristovão Bastos, Luciana Rabello, Toninho Carrasqueira, entre outros. Em 2004, o músico venceu a terceira edição do prêmio Jovem Instrumentista BDMG. Atua no cenário musical como professor de Cordas Populares na Escola de Música de Nova Lima, além de coordenar a Escola de Música de Rio Acima. Faz parte do grupo Siricotico, como cavaquinista e flautista.
 
 REPERTÓRIO:
1-    Violinha Buggy Ugy – Chico Bastos
2-    Toco de Gente – Chico Bastos
3-    A ginga do Mané – Jacob do Bandolim
 MÚSICOS:
Violão Tenor – Chico Bastos
Trombone – Leonardo Brasilino
Trumpete – Juventino Dias
Contrabaixo – Tiago Araújo
Bateria – Felipe Bastos
 
 
Marcelo Jiran –Pianista, Bandolinista e Saxofonista
 
Natural de Belo Horizonte, Marcelo Jiran é pianista, multi-instrumentista, compositor, poeta, arranjador e produtor fonográfico. Autodidata, compôs sua primeira canção aos oito anos. É formado em Teoria Geral da Música pela UFMG e, no seu currículo, estão parcerias com Murilo Antunes e Paulinho Pedra Azul. Em 2010, lançou seu primeiro CD independente, “Porta-Retratos”. Jiran foi finalista da décima edição do BDMG Instrumental e, hoje, é o atual Presidente do Clube do Choro em BH.
 REPERTÓRIO:
1-    Chorinho pro Hermeto – Marcelo Jiran
2-    Vai pra onde?! – Marcelo Jiran
3-    Assanhado – Jacob do Bandolim
MÚSICOS: 
Piano – Marcelo Jiran
Violão – Felipe Fantoni
Pandeiro – Serginho Silva
 
 
Thiago Delegado –Violonista
 
Thiago “Delegado” é de Belo Horizonte. Começou a tocar violão de forma autodidata e, atualmente, dedica-se ao estudo do violão de 7 cordas. Em 2008, aprimorou seus estudos com Celso Moreira, como um dos vencedores do Jovem Instrumentista BDMG. Foi selecionado, como revelação, pelo Programa Música Minas e Novos Talentos do Jazz e, finalista, da décima edição do BDMG Instrumental. Seu primeiro disco, “Serra do Curral”, venceu o prêmio Marco Antônio Araújo, como o melhor disco instrumental de 2010 em Minas Gerais. Atualmente, é violonista e diretor musical dos cantores Vander Lee e Aline Calixto, além de realizar shows de divulgação de seu CD.
 REPERTÓRIO:
1-    Cansei de ser enganado – Thiago Delegado
2-    Viamundo – Thiago Delegado
3-    Aqui Oh! Aquelas coisas todas – Toninho Horta
MÚSICOS:
Violão – Thiago Delegado
Bateria – Mateus Bahiense
Baixo – Pedro Trigo
Flauta e Saxofone – Sério Danilo
Trombone – Leonardo Brasilino
Percussão – Ricardo Acácio
 
 
Marcos Frederico – Bandolinista
 
Natural de Belo Horizonte, Marcos Frederico é bandolinista, violonista e compositor. Estudou violão e teoria musical na Fundação Clóvis Salgado. Em 2010, teve seu nome indicado para o Prêmio SINPARC, de melhor trilha sonora de teatro infantil e foi eleito o melhor instrumentista na décima edição do prêmio BDMG Instrumental. Marcos produziu seu primeiro CD, “Sinuca”, em 2007, sendo lançado no exterior, com o apoio do Clube do Choro de Paris.
 
REPERTÓRIO:
1-    Esperando a Chuva – Marcos Frederico / Rômulo Marques
2-    Caleidoscópica – Marcos Frederico / Carlos Walter
3-    A Ginga do Mané – Jacob Bandolim
MÚSICOS:
 Bandolim – Marcos Frederico
Violão – Carlos Walter
Baixo – Eloy de Paula
Bateria e Pandeiro – Felipe Bstos
Sax – Jonas Vitor
 
  
Cristiano Vianna –Violonista
Marcelo Chiaretti –Flautista
  
Cristiano Vianna é natural de Belo Horizonte. Violonista, cantor e compositor, é fundador do grupo de samba Copo Lagoinha. Estudou durante sete anos na Fundação de Educação Artística. Natural do Rio de Janeiro, Marcelo Chiaretti é flautista. Foi aluno de composição na UFMG. O arranjador e compositor é professor da Fundação de Educação Artística desde 2000 e, também, fundou o grupo Corta Jaca. Parceiros de longa data, tocaram no Copo Lagoinha, por vários anos, mas, desde 2009, iniciaram um projeto dedicado à composição instrumental, tendo como inspiração a linguagem do choro contemporâneo.
 
 REPERTÓRIO:
1-    Samba na cidade – Marcelo Chiaretti e Cristiano Vianna
2-    Cadaquês – Marcelo Chiaretti e Cristiano Vianna
3-    Viver de amor – Toninho Horta e Ronaldo Bastos
MÚSICOS: 
Violão de sete cordas – Cristiano Vianna
Flauta – Marcelo Chiaretti
Piano e acordeon – Rafael Martini
Bateria e percussão – Edson Fernando
 
Sergio Starling –Violonista, Guitarrista e Bandolinista
Mineiro, de Belo Horizonte, Sergio Starling é bacharel em violão, pela UFMG. Autodidata, iniciou sua formação musical aos 15 anos. Estudou improvisação com o guitarrista Beto Lopes e choro com Sebastião Idelfonso. Em 2003, foi o vencedor do festival “Conexão Telemig Celular”, com a banda MonoOsso e chegou à semi-final do II Concurso Nacional de Violão José Lucena Vaz. Sergio fundou, em 2004, o duo de violões “Duovideodó”, em parceria com o violonista Daniel Christófaro.
  REPERTÓRIO:
1-    Pedro Lu – Sérgio Starling
2-    Àgua de Bica – Sérgio Starling
3-    Expresso 222 – Gilberto Gil
 MÚSICOS:
Bandolim, guitarra e violão – Sérgio Starling
Violão – Daniel Christófaro
Rabeca – Rodrigo Salvador
Contrabaixo acústico – Gustavo Amaral
Percussão – Juninho Ibituruna
 
  
Wagner Souza –Trumpetista
Nascido em Juiz de Fora, Wagner Souza cursou teoria musical e iniciação em trumpete pela Sociedade Euterpe Monte Castelo, em sua cidade natal. Foi aluno dos professores e orientadores Marcelo Martins, Dudu Lima, Walmer Carvalho, Márcio Hallack, entre outros. Participou do Savassi Festival 2010, ao lado do pianista Mauro Continentino. Hoje, atua em shows, turnês e gravações com diversos artistas, entre eles, Elza Soares, Biquíni Cavadão e Emmerson Nogueira.

REPERTÓRIO:

1-    Julieta – Wagner Souza
2-    Naquela Época – Wagner Souza
3-    Preciso aprender a ser só – Marcos Valle e Paulo Sergio Valle
MÚSICOS: 
Trompete e flugelhorn – Wagner Souza
Guitarra – Sammy Erick Félix
Bateria – Guilherme Stephan
Baixo acústico – Yan Vasconcelos
 
 
 Eduardo Pio –Guitarrista
Eduardo Pio é belo horizontino. Guitarrista, violonista, arranjador e compositor, iniciou-se na música como autodidata, aos 15 anos de idade. Depois, estudou com o professor e guitarrista Thiago Nunnes e ingressou, em 2004, na UEMG, no curso de bacharelado em violão erudito. Entre 2005 e 2008, integrou a banda “MJ’S”, além de participar, como guitarrista, da Orquestra MUSIARTO (Orquestra do Centro Universitário Newton Paiva). Atualmente, é regente e diretor artístico do Casa Voz – Grupo Vocal. Atua, também, como violonista e arranjador da banda Black Sopa e faz parte do Ghamba Quarteto.

REPERTÓRIO:

1.Reciclagem –
Eduardo Pio
2.Papillon – Eduardo Pio
3.Upa Neguinho – Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
MÚSICOS:
Guitarra – Eduardo Pio
Trombone – Leonardo Brasilino
Baixo – Vinícius Cavalo
Bateria – Paulo Espinha
 

Hugo Silva –Contrabaixista

Hugo Silva é paulista. Estudou, durante dois anos na Pro-Music e na UEMG. Arranjador e produtor técnico, é formado pela Universidade de Música Popular Brasileira – Bituca. Atualmente, cursa licenciatura em contrabaixo na Unicor. Em seu currículo, parcerias com Leci Estrada, Dudu Braga e Experimental Espinha de Peixe. O músico está em fase de produção do seu primeiro álbum instrumental
 REPERTÓRIO:
1-    Sambafunkando – Hugo Silva
2-    Me dê cá a mão – Hugo Silva
3-    San Vicente – Milton Nascimento e Fernando Brant
MÚSICOS:
Baixo – Hugo Silva
Bateria – Ramon Braga
Violão – Hugo Guedes
Violão/Guitarra – Alair Borges
Percussão – Hernany Lisardo
 
 
 Luis Leite – Violonista
Luis Leite é do Rio de Janeiro. O violonista e compositor, é bacharel e mestre pela Universidade de Música de Viena. Influenciado, desde cedo, por diferentes estilos musicais, possui uma intensa atividade internacional, se apresentando ao lado de grandes nomes do jazz. Seu trabalho já foi divulgado em mais de 20 países e premiado em vários concursos de violão. REPERTÓRIO:
1-    Santiago de Compostela – Luis Leite

2-    A Lenda da Coruja Branca – Luis Leite
3-    Manhã de Carnaval / Tempo de Criança – Luiz Bonfá e Dilermano Reis
 MÚSICOS:
Violão – Luis Leite
Percussão – Diego Zangado
 
 
 Grupo Mirante
 
O Grupo Mirante surgiu em 2001, através da iniciativa do músico Edson Viana, que é baixista e compositor. Ele recrutou os jovens músicos Tiago Guimarães (tecladista), Juninho de Sá (guitarrista), Jorginho (baterista) e Breno (saxofonista) para fazer parte do seu projeto. Graduados pela Universidade de Música Popular Bituca, em Barbacena, o grupo foi vencedor do Projeto Raízes, em 2004 e, em 2009, ficou em primeiro lugar no De Olho no Palco, realizado pela Universidade Bituca. Neste ano, os integrantes do Mirante se preparam para a gravação do primeiro álbum do grupo. REPERTÓRIO:
1-    Parceiros – Juninho de Sá

2-    Seremos Felizes Juntos – Juninho de Sá e Tiago Guimarães
3-    Garota de Ipanema – Tom Jobim e Vinícius de Moraes
 MÚSICOS:
Sax tenor e soprano – Breno Mendonça
Baixo elétrico – Edson Viana
Bateria – Jorginho Conrado
Guitarra e violão – Juninho de Sá
Teclado – Tiago Guimarães

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