O Instrumental aniversaria – Maurício Heinhorn

 
 
O Nota Geraes homenageia hoje, 30 de maio, o aniversário de Maurício Heinhorn, o maior gaitista da história da música brasileira.
 
 
Além de excepcional instrumentista, Heinhorn também tem no currículo alguma das mais saborosas composições da bossa-nova, como Batida Diferente.
 
 
Já nesse vídeo, Maurício é aclamado por um dos maiores nomes do jazz, Toots Thielmans.
 
 
 
Biografia

texto produzido pelo site Clube do Jazzwww.clubedojazz.com.br

Moisés David Einhorn nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de maio de 1932. Esse carioca nascido na Lapa e criado no Flamengo, praticamente trocou as fraldas pela gaita. Filho de pais poloneses e gaitistas, ganhou sua primeira harmônica aos 6 anos.

Aos treze já dominava uma harmônica de boca, tendo com ela integrado vários conjuntos e participado de vários programas de Rádio, inclusive do famoso Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional.

Desde então tem viajado pelo mundo participando de tournées e de gravações com artistas brasileiros e estrangeiros tais como Sarah Vaughan, Fred Cole, Sebastião Tapajós, Baden Powell e Hélio Delmiro. Em 1975 grava seu primeiro disco: “The Oscar Winners”, no mercado foi lançado com o título “A Era de Ouro do Cinema”.

Em 1979 lança o segundo, com o seu próprio nome, disponível apenas na Europa.Parceiro de Eumir Deodato, Ugo Marota, Johnny Alf, Durval Ferreira, e entre outros encontrou seu amigo e violonista Sebastião Tapajós, a sua parceria mais constante e duradoura.

Com presença marcante no movimento da bossa nova, compôs “Batida Diferente”, além de “Tristeza de nós dois”, “Estamos aí” e “Alvorada”.
Formou com Hélio Delmiro e o baixista Arismar do Espírito Santo um trio dos mais requisitados nas noites cariocas. Em 1983 o trio se apresentou com enorme sucesso no Teatro Nacional de Brasília.

Em 1985 se apresentou no Maksoud Plaza em São Paulo, espetáculo que foi considerado antológico ao lado de Leni Andrade, Johnny Alf e Paulo Moura.Ainda em 85. Participou do I Free Jazz Festival com seu conjunto (Chimeli, Arismar, Bob Wyatt) e junto com o trio de Toots Thielemans.

No último espetáculo de Bobby McFerrin no Canecão, ao reconhecer Maurício na platéia convidou-o para uma canja, tendo tocado juntos “Summertime” e um blues improvisado. Dois dias depois, quando se apresentava no People, Bobby acompanhado do trompetista Chuck Mangione retribuíram a canja do Canecão tocando ao lado de Maurício, num encontro considerado memorável.

Simples, afável modesto e companheiro, Mauricio Einhorn é desses artistas considerado como patrimônio da cultura musical brasileira. Com muita técnica e sensibilidade ele é respeitado e querido em todo o mundo.

Native Dancer/74 – Álbum abriu portas para experimentos

matéria publicada no Estado de São Paulo – 13.05.11

Roqueiros não gostam de jazz. Jazzistas não gostam de artistas pop. Para Milton Nascimento, Native Dancer (1974) foi o disco que provou que tudo isso era cascata. “O disco, em minha opinião, abriu as portas para todo mundo tocar com todo mundo, sem preconceito”, disse o cantor, falando ontem ao Estado por telefone, de sua cidade natal, Três Pontas (MG).

Divulgação
Milton. Lembranças de 74 e do disco ‘Native Dancer’
Se Milton pretende ver os shows do quarteto de Wayne Shorter em SP e Rio? “Eu? Claro. Tem São Paulo e Rio? Então vou nos dois. Se ele quiser, canto com ele.”
As memórias de Milton daquele Natal de 1974 às vezes não batem com as de Wayne Shorter, mas o ‘Bituca’ é rápido em resolver a dúvida. “Eu confio muito mais na cabeça dele”, arremata.

De qualquer modo, eis como Milton lembra de tudo: ele e sua banda estavam, por volta de 1972, fazendo uma temporada do Blues de Esquina num teatro no Rio, na Lagoa Rodrigo de Freitas. “Sempre fui adepto sacramentado de Miles Davis. Naquele ano, o Weather Report veio tocar no Rio, e o Wayner Shorter chegou perguntando “Onde está o Milton Nascimento?”.
Segundo Milton, os promotores do show de Wayne não iam com a sua cara, e mentiam dizendo que ele provavelmente estava no Norte do País, fazendo shows “na selva”. Mas esqueceram de um detalhe: a mulher de Wayne na época, Ana Maria, falava português e leu no jornal que Milton, Lô Borges, Beto Guedes e o pessoal do Clube da Esquina estavam no Rio. Saiu gritando: “Wayne, o Milton tá no Rio”.
“Quando soube que o Wayne Shorter estava na plateia, eu disse: então não vou entrar”, lembra Milton. Mas entrou, e ele diz que, a partir dali, durante toda a temporada, o grupo de Shorter encurtava os próprios shows para ir até o teatro da Lagoa para ver o de Milton. “Foram todos os dias. Até que o Wayne chegou pra mim e perguntou: Quer ir gravar comigo nos Estados Unidos? Eu: Mas claro.”


Dois anos, depois Milton receberia um telefonema. “Milton? It’s time!”, dizia a voz do outro lado. “Praticamente, aquilo salvou a minha vida. Eu ia para a Itália, gravar o Sentinela com uns frades italianos. Tava tocando com o Som Imaginário, e tudo era pura confusão. Tava um quiprocó danado”, conta.
Shorter voltou a ligar para combinar detalhes e perguntou se Milton gostaria de levar alguém. Ele disse: Wagner Tiso e Robertinho Silva. Foram a Nova York e flanaram pela noite enquanto a gravação ia sendo agendada. Um dia, num clube, era aniversário do Chick Corea e alguém pediu para Milton tocar. Ele tocou Ponta de Areia, mas nenhum dos músicos presentes conseguiu acompanhá-lo. “Caramba, derrubei o povo!”, lembra Milton.


Aí ele se virou para Shorter e disse: “Quando gravarmos o disco, quero que essa seja a primeira música do Lado A”. Shorter riu: “Você faz uma música que parece de criança e aí é uma complicação danada”, brincou. Então, foram para a Califórnia gravar. O produtor era Jim Price, que trabalhava com os Rolling Stones. E o resto já se sabe. “Quando o disco saiu, foi uma loucura”, conta Milton. “Quase 10 anos depois, eu estava em Los Angeles e um cara na piscina me chamou. Fui ver o que era. Era o Maurice White, do Earth Wind and Fire, que disse que me chamou para me agradecer. Disse que a banda dele nasceu após ele ouvir as sessões de gravação do Native Dancer. Ele estava lá ouvindo, eu só soube muito tempo depois.”

projeto Novos Horizontes

Aproveito para dar os parabéns a Wagner Souza, 3° colocado no XI Prêmio de BDMG Instrumental. O júri, formado por nomes como Tárik de Souza e Paulo Belinati reconheceu o talento e o belo som de trompete e flugelhorn do mineiro de Juiz de Fora. Nesta edição, o violonista Thiago Delegado faturou o primeiro lugar.

Wagner Souza, Marcos Frederico, Thiago Delegado e Luís Leite

AGENDA INSTRUMENTAL – CLÉBER ALVES

CLÉBER ALVES FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DE “VENTOS DO BRASIL” NA SÉRIE BH INSTRUMENTAL

O saxofonista, compositor e arranjador mineiro Cléber Alves é a atração de junho do da Série BH Instrumental. O projeto, que  traz ao público mineiro  concertos públicos e gratuitos, com instrumentistas de primeira linha, acontece mensalmente, alternando o endereço entre as praças Floriano Peixoto e Praça da Saúde.

A única apresentação de Cléber Alves será no dia 13 de maio, na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, às 20 horas.

A Série BH Instrumental é uma realização da Veredas Produções em parceria com o Instituto Unimed-BH, através de doações de pessoas físicas e conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, fazendo parte do Circuito UNIMED-BH.

O show de Cléber Alves marca o lançamento de seu novo CD, “Ventos do Brasil”. Ele toca acompanhado por uma banda de primeira, com  André “Limão” Queiroz (bateria); Enéias Xavier (baixo acústico); Marcos Flávio (trombone); Roberto Júnior (sax barítono e tenor) e Chico Amaral (sax alto e tenor), e conta com participações especialíssimas de amigos e mestres: Carlos Malta (flauta e sax), Mauro Rodrigues (flauta), Nivaldo Ornellas (sax tenor) e Teco Cardoso (flauta e sax).

“Ventos do Brasil” é o resultado de uma pesquisa que utiliza uma formação correspondente a de banda de música, expressão comum da cultura mineira. Nele, os sopros vêm acompanhados de bateria e contrabaixo, em substituição à percussão e à tuba, características da banda. Também não são utilizados instrumentos de harmonia como o piano, o violão ou a guitarra. Os arranjadores ficam livres para fazer propostas e escolhas, e participam com suas composições autorais. “O trabalho é feito a partir do encontro de músicos vindos de uma mesma origem. Buscamos criar uma unidade que ressalta nossa diversidade sonora”, afirma Cléber Alves.

Dois mestres da música instrumental assinam os arranjos: Nivaldo Ornellas e Paulo Moura, ambos saxofonistas que marcaram a geração dos anos 80 e influenciaram vários outros que vieram posteriormente entre eles, Carlos Malta e Teco Cardoso, também saxofonistas que até hoje contribuem com seus trabalhos para a sonoridade do sax, além do flautista e pesquisador Mauro Rodrigues.

Compositor, arranjador e instrumentista Cléber foi aluno de Nivaldo Ornellas e Paulo Moura e construiu uma carreira sólida, com uma mistura criativa de técnica impecável, bom gosto nas interpretações e composições ricas e originais. 

Boa parte de sua formação foi durante os dez anos em que morou na Alemanha. Ele fez graduação e mestrado em jazz e música popular na Universidade de Mùsica de Stuttgart . E lá mesmo lançou dois discos excepcionais: “Temperado” e “Saxophonisches Ensemble B”.

De volta ao Brasil, gravou “Revinda”, que mereceu o Prêmio Marco Antonio Araújo de Melhor Disco Instrumental de 2006.

Na Alemanha, tocou em festivais de jazz onde participaram músicos como Bobby McFerrin, Lionel Hampton, Chucho Valdés, Ralph Towner, John Taylor, Jerry Bergonzi, entre outros. Ainda na Europa participou de shows na Suíça, Holanda, França e Espanha.

No  Brasil, grava e toca ao lado de músicos como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Wagner Tiso,Túlio Mourão, Chico Amaral, Ed Motta, Flávio Henrique, Weber Lopes, Sérgio Santos, Zeca Assumpção, André Mehmari, Toninho Ferragutti, Alda Rezende, Gilvan de Oliveira, Hamilton de Yolanda, Paulinho Pedra Azul, Selma Carvalho e outros.

Participou do Festival “Tudo é Jazz” de Ouro Preto com seu trabalho solo, como instrumentista nos shows de Túlio Mourão, Chico Amaral, Alda Rezende e como solista da bigband da compositora e arranjadora Maria Schneider.

Em 2008 sua participação no “Tudo é Jazz” aconteceu na noite de Milton Nascimento, tocando com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais ao lado dos cantores Pedro Morais, Kadu Vianna, Júlia Ribas e outros.

Tocou também no TIM Festival de Valadares, Festival de Jazz de Ipatinga, Savassi Festival em BH e Festa da Música de Belo Horizonte.

Faz, constantemente, turnês pela Alemanha e por outros países da Europa.

-SERVIÇO-

PROJETO SÉRIE BH INSTRUMENTAL APRESENTA CLÉBER ALVES

Lançamento do CD “Ventos do Brasil”

Convidados:

Carlos Malta( Flauta e Sax), Mauro Rodrigues(Flauta), Nivaldo Ornelas(Sax Tenor), Teco Cardoso(Flauta e Sax). 

Banda:  André Queiroz – Bateria

              Enéias Xavier – Baixo Acústico.

              Marcos Flávio – Trombone

              Roberto Júnior – Sax Barítono e Tenor. 

              Chico Amaral – Sax alto e tenor. 

Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

Dia  13 de Maio – Sexta-Feira – às 20  horas

Informações- 3222 5271

Apoio Institucional: Instituto Unimed BH

Entrada Franca

Milton Nascimento relembra os “bailes da vida” em show no sul de Minas

cantor se apresenta em novo espaço destinado a grandes nomes da MPB em noite em que também subirão ao palco destaques da nova geração presentes em seu novo disco

                No início da década de 60, um grupo de jovens percorria as estradas de terra do sul de Minas Gerais atrás do sonho de serem músicos famosos e reconhecidos pelo talento. Pelo fato da maioria dos nomes serem iniciados por uma letra em comum, o conjunto – que se apresentava rigorosamente de smoking e topetes bem desenhados – passou a se chamar W’s Boys. O pianista, Wagner Tiso, não teve problemas. Mas o crooner teve que colocar o W em substituição ao M original. Pouca gente sabia que Wilton viria a ser Milton Nascimento.

            Essa época, em que “cantar era buscar um caminho que vai dar no sol”, foi relembrada, muitos anos depois, na música “Bailes da Vida”, parceria com Fernando Brant. E no mês de maio, Milton faz show em uma dessas cidades onde “muita gente pôs o pé na profissão”. A pacata Fama – vizinha de Três Pontas e Alfenas, cidades onde morou – pretende receber o artista com um belo pôr-do-sol entre as montanhas da região, refletido nas águas da represa de Furnas. Um cenário à altura daquele que levou o nome de Minas Gerais para todo o mundo.

            O show será realizado na Arena Fama, espaço recém-inaugurado que além de contar com um visual privilegiado dispõe de uma grande área de lazer também destinada à prática de esportes, como moto-cross e jetski. A partir de agora, o local passa a ser uma referência de grandes eventos da região, tendo como propósito também trazer importantes nomes da MPB que raramente se apresentam no interior, suprindo uma lacuna de shows que até então o público dessas cidades era carente. No dia 24 junho, o grupo Roupa Nova fará show no Arena Fama.

            Além do palco principal para o show de Milton Nascimento, a Arena Pub receberá o Quarteto Sentinela e convidados. O grupo foi idealizado pelo cantor Paulo Francisco e tem no baixo Luís Cláudio Ribeiro. Ambos estão no novo disco de Milton, “E a gente sonhando…”.

                         Milton Nascimento - E a gente sonhando.

Dentre os convidados, estarão Ysmael Tiso, Clayton Prósperi e Bruno Cabral, artistas também presentes no álbum lançado neste ano. Ao todo, mais de 30 músicos darão uma mostra de talentos artísticos que foram diretamente influenciados por Milton e que o continuam cativando. Assim, mesmo passadas quase cinco décadas, quem comparecer ao espetáculo vai comprovar que realmente “os sonhos não envelhecem”. 

SERVIÇO

SHOW MILTON NASCIMENTO

– LOCAL: Arena Fama – município de Fama – MG

– DATA: sábado, 14 de maio de 2011

– HORÁRIO: 20 horas

Entrada: R$50 (pista) / R$80 (cadeiras) / R$150 (área Vip com buffet)

 

QUARTETO SENTINELA e convidados – tenda Arena Pub (a partir das 18horas e após o show de Milton Nascimento)

ingressos: miltonnascimento@arenafama.com.br / (35) 8429 8031

*Assessoria de Imprensa: João Marcos Veiga (31) 8788.4534

projeto Novos Horizontes – Mauro Continentino e Pablo Passini

Neste mês de maio, o projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH – convida o guitarrista argentino Pablo Passini. Ele se apresenta ao lado do pianista Mauro Continentino no café do espaço CentoeQuatro.

Jazz de altíssima qualidade que o Notas Geraes conferiu de perto.

O argentino Pablo Passini nasceu em Azul, cidade localizada na província de Buenos Aires. Guitarrista de jazz e professor de violão e guitarra formou-se na Universidad Nacional de La Plata (Argentina). Apresentou-se nos distintos cenários e ciclos de jazz da cidade de Buenos Aires. Em 2010, veio ao Brasil para desenvolver atividades acadêmicas na UFMG. Desde então já se apresentou em algumas casas da cidade com diversos músicos do circuito jazzístico de Belo Horizonte.

informações: www.centoequatro.org / (31) 3222.6457