estréia

Mesmo vivendo há mais de duas décadas um auto-exílio em Alfenas, sul de Minas, o carioca Fredera engrandeceu o rock, a MPB e a música instrumental durante mais de vinte anos como guitarrista profissional. Na lendária banda de rock progressivo Som Imaginário – ao lado de Tavito, Zé Rodrix, Luís Alves, Robertinho Silva, Naná Vasconcelos e Wagner Tiso – marcou época com solos eletrizantes e composições densas e irreverentes.

Na década de 80, Fredera compôs um disco-manifesto em que dava um salto decisivo em termos de concepção musical. Em visita ao Brasil, o maestro canadense Gil Evans elegeu o disco Aurora Vermelha como referência de composição instrumental contemporânea.

Hoje, em meio a gatos e plantas, Fredera se dedica ao jazz, à pintura e escultura, a shows e participações exporádicas e, numa nova etapa de sua carreira, ao ensino musical. Professor de guitarra, violão e harmonia no Conservatório de Alfenas, ele leva mais do que o conhecimento de ritmos e notas. Fornece todo o conhecimento adquirido como intelectual e artista politicamente engajado. Ao fim de cada aula, jovens talentos saem com um manancial de informações que possibilitam a construção da postura artística sob um novo prisma.

E foi durante uma dessas aulas que o Nota Geraes produziu o primeiro vídeo do quadro “Fala, Fredera!”. Artista multidisciplinar e sem papas na língua, mensalmente o guitarrista carioca tecerá reflexões e expondo fatos da música brasileira e internacional.

O primeiro vídeo do quadro teve a contribuição do jornalista Marco Túlio Ulhôa, responsável pelo Sopa de Cinema.

FALA, FREDERA!


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