Celso Moreira lança novo disco no Museu da Pampulha

Como bom mineiro, Celso Moreira construiu uma trajetória consistente na música instrumental brasileira, sem grandes exibicionismos, com energia direcionada ao talento que emprega tanto como compositor, violonista e arranjador. Seu violão está em obras emblemáticas, como a Missa dos Quilombos, de Milton Nascimento e Pedro Casaldáliga.

Em 2008, lançou o primeiro disco solo, Celso Moreira Autoral , que apresenta sua veia compositora em faixas de grande elegância e domínio técnico.

Em 2012, Celso Moreira lança o segundo álbum, com releituras de belas obras do cancioneiro, com passagens obrigatórias por Noel Rosa e Tom Jobim.

O trabalho será apresentado no Museu de Arte da Pampulha no próximo domingo, contando com feras que participaram do disco, como André Limão, na bateria, e Enéias Xavier, no baixo.

CELSO MOREIRA LANÇA “CENAS BRASILEIRAS”

A paisagem que envolve o Museu de Arte da Pampulha é a cena escolhida pelo instrumentista e compositor para apresentar ao público seu novo CD na abertura da edição 2012 do projeto Domingo no Museu

Gravado, ao vivo, no Teatro Municipal de Sabará, em 2011, “Cenas Brasileiras” é o novo álbum de Celso Moreira. Com um repertório inédito e autoral, mesclado com grandes sucessos da música popular brasileira, como “Um a Zero”, de Pixinguinha; “Conversa de Botequim”, de Noel Rosa; “Água de Beber” e “O Nosso Amor”, de Tom Jobim e Vinícius de Morais, o CD do compositor será apresentado ao público, pela primeira vez, no Domingo no Museu, realizado pela Veredas Produções, no dia 4 de março, às 11 horas.

Os ingressos custam R$ 10,00 e podem ser comprados no Museu e na loja Acústica CD´s a partir do dia 27 de fevereiro, com a renda revertida para a conservação do Museu.

O novo projeto de Celso Moreira contou com um trio de peso, fundamental para a apresentação que resultou em seu novo CD. Os músicos André Limão Queiroz, na bateria; Christiano Caldas, no teclado; e Milton Ramos, no baixo, foram os responsáveis pelo apoio ao compositor durante a gravação e serão os instrumentistas que o acompanharão no Projeto Domingo no Museu. O CD “Cenas Brasileiras” possui, também, a participação especial de Célio Balona, Nivaldo Ornelas, Cléber Alves, Enéias Xavier, Esdra Neném Ferreira e Chico Amaral.

Mineiro, Celso Moreira nasceu em Guanhães, em um berço musical. Seu pai, Ridávia Moreira e seu irmão, o guitarrista e compositor Juarez Moreira são exemplos desta forte ligação da família com a música. Em sua carreira, grandes parcerias e amizades com ícones da música brasileira, entre eles Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso, Fernando Brant e Murilo Antunes.

Seu primeiro álbum solo, intitulado “Celso Moreira Autora”l, foi lançado em 2008. O sucesso deste trabalho foi relevante e proporcionou, ao instrumentista, a premiação de melhor disco instrumental do ano de 2008, por meio do Prêmio Marco Antônio Araújo, realizado pelo BDMG Cultural. Em seu currículo, podemos listar, também, sua participação na gravação da trilha sonora do balé “O Último Trem”, do Grupo Corpo; premiações no BDMG Instrumental, em 2001 e 2006 e, apresentações com diversos nomes da MPB, entre eles, Milton Nascimento, em sua turnê com a “Missa da América Negra”, pelo Brasil e Espanha, dentre outras conquistas.

Domingo no Museu

Tradicional no cenário cultural de Belo Horizonte e do estado, o Projeto Domingo no Museu apresenta ao público ícones da música em um dos cartões postais da capital, o Museu de Arte da Pampulha (MAP). Patrocinado pela Usiminas e pela Tecnocal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o projeto já recebeu artistas como Alda Rezende, Paulo Bellinatti, Weber Lopes, Trio Madeira Brasil, Duo Gisbranco, Paulo Freire e André Mehmari. A realização do Domingo no Museu no MAP foi responsável por consolidar o local como um espaço de lazer e cultura para todos os belo-horizontinos.

SERVIÇO:

Domingo no Museu – Lançamento do CD Celso Moreira – “Cenas Brasileiras”

Local: Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílo Negrão de Lima, 16585)

Data: Dia 04 de março, às 11 horas

Ingressos à R$10 (inteira)

Locais de venda: No Museu de Arte da Pampulha e na loja Acústica CD’s (Rua Fernandes Tourinho, 300) – A partir do dia 27/02

Informações: (31) 3277-7996

 

 

 

Salve o Frevo!

Hoje é dia de um dos ritmos mais ricos, sofisticados do planeta: o Frevo. Uma energia que emerge das ladeiras de Olinda e contamina a todos!

Uma cultura que o Brasil pode se orgulhar de ser genuinamente nacional, pela qual seus mais célebres músicos transitaram, de Hermeto Pascoal aos novos nomes do instrumental do país.

Por isso, o Notas Geraes deixa aqui uma homenagem ao frevo exatamente com o velho e bom Hermeto e com um grande instrumentista e compositor, Thiago Delegado, que despontou a poucos anos pelas Minas Gerais e que, não perdendo tempo, tratou de frevar..

 

É preciso entender a graveolização

Texto escrito pela jornalista Flora Pinheiro, uma das responsáveis pelo Brasileína


Talvez eu esteja escrevendo o texto mais sincero da minha vida. Talvez ele esteja bem atrasado também. Foram precisos dois ou três anos para entender o porquê de que, a cada 10 amigos meus, 9 gostem de Graveola e o Lixo Polifônico. A banda do filho de um professor da época de faculdade, a banda do amigo do amigo do amigo.

Comecei a ter notícias do Graveola ainda no curso de jornalismo. Resolvi baixar o cdzinho da capa amarela, mas não rolou. Era diferente de tudo que eu já tinha escutado, me causou estranheza aquela percussão diferente, apitos e tudo mais. Não fui cativada na primeira “ouvida”. Confesso que me peguei cantarolando “para, continua, para, para, continua” algumas vezes e em diversas situações. Enquanto isso, o público só aumentando e eu nadando contra a maré. Cheguei a ir em alguns shows que estavam na programação de  festivais em Belo Horizonte, mas a prioridade não era o Graveola. Até cobertura fotográfica já rolou (dão umas fotos pra lá de bonitas). Mas, não. Não entendia o encanto e a hipnose que as pessoas estavam sofrendo. O sexteto esteve presente em festivais importantes por muitas regiões do Brasil, laçou o segundo álbum, o “Um e meio” e até fez turnê por países como  Portugal, França e Itália.

Uma vez, em uma conversa com um paulista de Bauru, as coisas começaram a clarear. Eu dizia que não achava nada demais no Graveola e ficava surpresa em saber que existiam pessoas (e muitas) além de Minas Gerais que gostavam e conheciam a banda. Ele retrucava dizendo que os não-mineiros são encantados com a banda porque fora daqui talvez seja difícil encontrar algo deste gênero, com essa proposta.

Eis que surge o “Eu preciso de um Liquidificador” em um “boom” avassalador pelas redes sociais. Todos mineiros e não-mineiros só falavam disso. “Farewell Love Song” predominava a timeline do meu facebook e twitter. Cliquei em um dos links, ouvi e pronto: aquele baião graveolizado me conquistou só na introdução. A letra entrou e já senti uma fisgada na garganta. Percebi que precisava dar uma segunda chance ao Graveola. Baixei o cdzinho da capa verde, ouvi e fiquei em estado de choque. Foram descargas e descargas elétricas a cada faixa. Uma nostalgia do que não vivi, uma viagem. Quando meus pés começaram a bater de forma espontânea, percebi que até meu corpo já tinha se rendido àquele groove, swingue.


Foi preciso parar e observar ao meu redor. De repente eu me dei conta do que estava acontecendo em Belo Horizonte. O Graveola é uma banda/coletivo que está ligada não apenas à música, mas em articulações artísticas e questões políticas. Ajudaram a criar a Praia da Estação (quem disse que a capital mineira não tem praia?), uma espécie de movimento contra a proibição de “eventos de qualquer natureza” na Praça da Estação (no Centro de Belo Horizonte) que foi decretado na era Márcio Lacerda (para entender melhor, clique aqui).  O lançamento do terceiro disco foi no final de 2011, na Comunidade Dandara, formada em 2009 com a ocupação de um terreno abandonado há mais de 30 anos e onde há atualmente cerca de mil famílias. A banda usou o lançamento do “Eu preciso de um liquidificador” como forma de dar apoio a comunidade contra a ameaça de despejo feita pela prefeitura. Evento gratuito e que tinha como plateia um mix de moradores do local e do já tradicional público.

Mas, na última sexta-feira (20 de janeiro), pude testemunhar a consolidação e reconhecimento da graveolização na cidade. Estava marcada para às 21h a gravação do DVD do mais recente álbum, no grande teatro do Palácio das Artes. Só pra se ter uma ideia, a última vez que eu tinha ocupado uma daquelas poltronas foi num show do Chico Buarque. Um pouco antes do show começar, volta e meia trombava com alguém que me questionava: “Ué, você aqui?!” Devo ter criado uma opinião muito contraditória ao logo do tempo para as pessoas se espantarem com minha presença. Pela platéia, muitos rostos conhecidos e dezenas e dezenas de pessoas que tinham a idade do meu pai, tio avô ou irmã mais nova. Um clima família e harmônico. Todos ali sabiam que aquela noite tinha tudo pra ser bonita.

As luzes se apagam e o espetáculo começa. Como todos sabem, Santa Acústica do Palácio das Artes: meus ouvidos captaram um Graveola jamais escutado. A alegria estava no ar, a magia estava no ar. Por duas, três ou quatro vezes precisei brigar com as lágrimas que teimavam e queriam descer o meu rosto. Os meus vizinhos de assento faziam de seus corpos verdadeiras percussões. Poltronas chacoalhavam pra lá e pra cá. A felicidade estava estampada em cada um do sexteto mas, principalmente, do vocalista José Luis Braga, que volta e meia saltava pelos ares, e do guitarrista Luiz Gabriel Lopes, que bailava pelo palco abraçado à sua amiga azul. A essa altura, luzes já estavam acesas e os corredores tomados pelos mais exaltados ao embalo das 14 faixas do cd, como “Desdenha” (por mim intitulada como uma singela homenagem às periguetes tilelês) e “Insensatez: a mulher que fez”, que pertence ao primeiro álbum.

Além da gravação do primeiro DVD, a noite também teve como objetivo a apresentação do clipe de “Farewell Love Song”, com produção da Sonzera Filmes. A última música da noite foi “Babulina’s trip”, conhecida como o hino da juventude revolucionária belohorizontina. Cerca de 50 pessoas subiram ao palco, se abraçaram, cantaram, demonstraram afeto. Confesso que achei o detalhe “A Banda mais Bonita da Cidade” desnecessário, mas foi perdoável. Foi bonito.

Depois do show, li comentários de conhecidos falando sobre a contemporaneidade da banda. A mais pura verdade. Graveola é a banda independente belohorizontina mais conhecida no cenário nacional e internacional. É a representação da juventude da cidade. A juventude que luta pro cenário cultural acontecer. E está acontecendo já há algum tempo, só não percebe quem não quer. Há quem ainda duvide  de sua força. Não duvide, meu amigo, não duvide. É preciso respeitar e, quem sabe, até admirar. É preciso entender a graveolização.

DOMINGO NO MUSEU RECEBE DUAS GERAÇÕES DA MÚSICA INSTRUMENTAL


Thiago Delegado convida Toninho Horta para participação especial em um show com repertório inédito e que dará vida ao segundo álbum solo do jovem compositor

  

O projeto Domingo no Museu, realizado pela Veredas Produções, apresentará uma das maiores revelações da música instrumental de Minas Gerais, o violonista e compositor Thiago Delegado. Despontando entre os músicos da nova geração da música popular brasileira, Delegado apresentará noMuseu de Arte da Pampulha (MAP) suas novas composições, acompanhado pelo baixista Aloísio Horta e pelo pianista Christiano Caldas. O encontro destes artistas já tem data marcada: dia 4 de dezembro, às 11 horas. Neste show, o violonista gravará seu segundo CD, intitulado “Thiago Delegado Trio – Ao vivo no Museu de Arte da Pampulha”.

Patrocinado pela Itaiquara, o Domingo no Museu, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, mostrará ao público a sonoridade e a jovialidade de Thiago Delegado em um show no qual apresentará novas composições e releituras de Milton Nascimento, Chico Buarque, Paulinho da Viola e Tom Jobim. As belas melodias do compositor terão como cenário um dos cartões postais da cidade, o MAP que, com este projeto musical, se concretiza cada dia mais como um espaço de lazer e cultura para a população Belo Horizonte.

Para completar o time de sucesso que acompanhará Delegado, o músico Toninho Horta subirá ao palco para uma participação especial. O show no MAP confirmará todo o talento deste jovem compositor e instrumentista que interpretará sete músicas inéditas e autorais, além de composições em parceria com Juarez Moreira e com o próprio baixista convidado para a apresentação, Aloísio Horta. Será a primeira vez que o trio subirá ao palco, revelando ao público a sonoridade da mistura acústica entre violão, baixo e piano.

Diretor musical da cantora Aline Calixto e do artista Vander Lee, Delegado se destaca por sua seriedade e carisma. Em sua carreira solo, segue a tradição da música brasileira, sempre ligada a tudo que acontece pelo mundo, tornando-o um compositor e instrumentista com facetas ilimitadas.

Acostumado com uma percussão marcante em seus shows, o violonista terá a chance de explorar novas e sutis possibilidades para a sua música. Vencedor da décima primeira edição do Prêmio BDMG Instrumental e do Marco Antônio Araújo, de melhor CD do ano, o compositor inovará com esta formação, cujo resultado promete ser inesquecível.

 

Conheça o violonista e compositor Thiago Delegado:

 

O belo-horizontino começou a tocar violão de forma autodidata e, atualmente, dedica-se ao estudo do violão de sete cordas. Em 2008, aprimorou seus estudos com Celso Moreira, como um dos vencedores do Jovem Instrumentista BDMG. Foi selecionado, como revelação, pelo Programa Música Minas e Novos Talentos do Jazz e, finalista, da décima edição do BDMG Instrumental. Seu primeiro disco, “Serra do Curral”, venceu o prêmio Marco Antônio Araújo, como o melhor disco instrumental de 2010 em Minas Gerais. Foi um dos 12 artistas selecionados pelo projeto “Conexão Vivo”, em 2009, apresentando-se no ano seguinte como convidado da banda Zé da Guiomar. Participou da quarta edição da Festa da Música e do Festival de Inverno de Ouro Preto, em 2010.

 

SERVIÇO:

Domingo no Museu – Thiago Delegado Trio

Local: Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílo Negrão de Lima, 16585)

Data: Dia 04 de dezembro, às 11 horas

Ingressos à R$10 (inteira) – Renda revertida para a conservação do MAP

Locais de venda: No Museu de Arte da Pampulha e na loja Acústica CD’s (Rua Fernandes Tourinho, 300) – A partir do dia

Informações: (31) 3277-7996

Enéis Xavier lança disco no Conservatório da UFMG

Belo Horizonte possui uma das gerações de maior competência no trânsito entre o jazz e a música popular brasileira. E por aqui, esta ganha naturalmente as tonalidades traçadas pelo Clube da Esquina.

Um dos mais versáteis instrumentistas dessa turma (que inclui nomes como Beto Lopes, Magno Alexandre e Limão), é o baixista e tecladista Enéis Xavier. O músico é presença certa em festivais de prestígio e em casas que abrem suas portas à boa música, como o Espaço CentoeQuatro – às sextas-feiras ele se apresenta religiosamente neste palco ao lado de Chico Amaral. Constantemente na estrada, Enéis também tem sido requisitado por Milton Nascimento e outros do artistas de alto quilate brasileiros e internacionais – a exemplo de Gunhild Carling.

A produção autoral do instrumentista vem consolidando sua veia criativa de alta originalidade. No site de Enéis Xavier é possível conhecer várias faixas de seus três discos (Jamba, 2004, O Peregrino,2008, e Novo Tempo, 2011). O site também traz vídeos, fotos e informações atualizadas de agendas, shows e gravações.

E na próxima terça-feira, o público belorizontino poderá conferir o lançamento de Novo Tempo. O show acontece no Conservatório da UFMG e contará com participações certamente saborosas.

Notas Geraes indica!

 

SERVIÇO

Show de lançamento do disco Novo Tempo, de Enéis Xavier

onde: Conservatório da UFMG

endereço: Avenida Afonso Pena, 1534 – Centro (em frente ao Palácio das Artes)

contato: (31)3409.8300

 

 

 

 

SHOW DAS SETE RECEBE A ALMA LÍRICA DE MÔNICA SALMASO

Reconhecida por um timbre de voz especial, a cantora traz para Belo Horizonte o seu novo projeto musical, acompanhada por Nelson Ayres e Teco Cardoso

Com canções populares e arranjos delicados e singulares, Mônica Salmaso subirá no palco do Grande Teatro do SESC Palladium para divulgar o seu mais novo trabalho, “Alma Lírica Brasileria”. No repertório do show, canções do novo álbum e clássicos do universo lírico da música brasileira, compostos por Chico Buarque, Heitor Villa-Lobos, Adoniran Barbosa e Herivelto Martins.

Serviço:

Projeto: Show das Sete apresenta Mônica Salmaso – “Alma Lírica Brasileira”

Data: Dia 24 de novembro

Local: Grande Teatro do SESC Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046

Horário: 19 horas

Valor: R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada.

Contato: 3214-5350

Ingressos a venda no local

Mais informações: www.veredasproducoes.com.br