INSTRUMENTAL, A NOVA VOZ DA MÚSICA MINEIRA

fotos de Élcio Paraíso

 

foto: Élcio Paraíso

Festivais e prêmios têm, na grande maioria das vezes, a marca negativa de acirrar desnecessariamente o espírito competitivo entre os concorrentes e deixar um ar de injustiça quanto ao resultado final. Mas não foi isso o que se viu nas noites de 30 e 31 de março e primeiro de abril no Teatro Sesiminas em Belo Horizonte. O XII Prêmio BDMG Instrumental levou 12 grandes artistas ao palco – exatamente na edição realizada no ano de 2012 – e mostrou uma diversidade enorme de propostas musicais com altíssimo nível de execução.

Assim como o jazz, a música instrumental não tem modelos ou regras, apenas referências que se abrem a um universo infinito de possibilidades harmônicas e rítmicas. Cada um dos concorrentes mostrou um pouco dessas nuances, seja evocando baião, samba, experimentalismos ou mesmo o jazz – as influências evocadas e anunciadas iam de Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti a Chris Potter. E isso reflete exatamente uma geração especial da cena instrumental belorizontina, já que, apesar de variações estilísticas, muitos ali são amigos e compartilham formações na noite dos bares (grande escola para quase todos) e projetos artísticos. Isso foi visível não só para quem acompanha a cena mineira, bastando ter verificado que não foram raros os instrumentistas que acompanharam mais de um concorrente.

E exatamente pelo alto nível presenciado, excelentes candidatos ficaram pelo caminho, como o saxofonista Sérgio Danilo, que apresentou composições envolventes com influências declaradas de gafieira e fez uma homenagem a K-ximbinho, com “Ternurinha”, num lindo arranjo acompanhado pelo violão de sete cordas de Thiago Delegado (um dos vencedores da edição de 2011).

A grande final, que levou seis concorrentes da primeira noite e dois da segunda, mostrou uma constatação da música instrumental: não basta ser um virtuose (característica compartilhada por quase todos selecionados), há que se ter um diferencial. Nesse sentido, um dos pontos mais bacanas do Prêmio BDMG é a exigência de que dois dos três temas sejam composições próprias e o terceiro um arranjo. Com isso, descortinam-se criadores excepcionais. Outro ponto interessante é não ter um único vencedor, mas sim quatro, que além de R$9 mil, terão direito a um show em BH e outro em SP, através do Sesc TV, com convidados especiais. Mesmo os dois finalistas não premiados deixaram ótima impressão. Walmir Carvalho, ao saxofone, mostrou elegância e fez uma releitura do mestre Moacir Santos. Já o também saxofonista Bernardo Frabris, com grande domínio, passou de influências do Clube da Esquina e Jazz ao rock progressivo.

foto: Élcio Paraíso

Mas não dá pra questionar os méritos do quarteto vencedor. Gilson Brito foi o candidato com maior pontuação. Na saída do teatro, o juri (formado por feras como Teco Cardoso, do Quarteto Pau Brasil, e Mauro Rodrigues) ainda tentava digerir a técnica fabulosa do goiano (o edital do prêmio exige que o candidato seja residente em Minas), que aprontou as maiores estripulias ao violão sem transtejar uma nota sequer – um desafio enorme em performances complexas. Gilson, que levou para o palco um pouco de sua trajetória erudita, foi acompanhado pelo clarinete de Matteo Ricciardi, eleito como o melhor instrumentista da edição, destacando-se na interpretação de Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo), que arrancou lágrimas da platéia.

foto: Élcio Paraíso

Merecida também a escolha de Thiago Nunes. O guitarrista mineiro tira um som ao mesmo tempo discreto e arrojado de sua guitarra, no melhor estilo da escola de Toninho Horta. Não por acaso, na hora de fazer uma releitura, optou por “Francisca”, de Toninho.

Como compositor ele também passa com boa desenvoltura do universo de influências locais para o jazz – o instrumentista teve aulas em Nova York com dois ícones do gênero, Jack Wilkins e Lage Lund. Resultado disso foi uma apresentação agradabilíssima e de alto nível.

Élcio Paraíso

O maior premiado do XII BDMG Instrumental foi Rafael Martini (mais do que merecido, aos ouvidos do Notas Geraes). O pianista foi aquele que demonstrou maior inventividade nas composições, sem exibicionismos. A banda (piano, bateria, contrabaixo, clarinete, clarone e flautas) foi explorada num experimentalismo que conjugava raro calor e catarse de público. A proposta diferenciada para o grupo também foi reconhecida com o prêmio de melhor instrumentista acompanhante para o baterista Antônio Loureiro.

No último tema, uma síntese da dialética de Rafael: um magistral arranjo de “Tempo do Mar”, composição pouco conhecida de Tom Jobim que adentra profundezas onde só o maestro soberano poderia chegar. A releitura rendeu a Martini um segundo prêmio do júri, de melhor arranjo.

E para fechar o quarteto vencedor, Pablo Dias. Tanto no anúncio final quanto nas duas apresentações (seletiva e final), o jovem de 20 anos foi ovacionado pelo público – em parte por seu carisma no palco e pelas divertidíssimas entrevistas que concedeu no intervalo (salvando a proposta sonolenta de bate-papo com os concorrentes). Mas não há dúvidas, a revelação – no sentido mais verdadeiro – do festival é realmente um fenômeno. O talento nato do cavaquinista foi refinado tocando em bares com grupos de samba e chorinho na Praça Sete.

O domínio do instrumento é impressionante, lembrando Yamandu Costa e Hamilton de Holanda (o primeiro ele já acompanhou; e o segundo é seu ídolo, que ele pretende ter como convidado no show para o Sesc TV, “se o cachê der”). Mas o que ninguém esperava era presenciar duas composições instrumentais tão maduras e virtuosas. A escolha de “Passarim” para finalizar seu número também demonstrou sensibilidade de repertório.

Pablo se dizia maravilhado por poder estar em um mesmo festival que seus ídolos (ele é aluno de Thiago Nunes). E é exatamente ali que ele pretende ficar. Disse que uma hora gostaria de ser íntimo e poder chamar tantos feras pelo apelido, assim como os instrumentistas se relacionavam nos bastidores. E esse momento não demorou a chegar. Após a noite de premiação, muitos vencedores, acompanhados de amigos, e jurados seguiram para a tradicional Casa dos Contos. Em mesas lado a lado, em pouco tempo ele já tinha ganhado a admiração e amizade de Wagão e Juá. Wagão é Wagner Tiso, presidente do júri da edição do prêmio; e Juá é Juarez Moreira, que fez a seleção dos concorrentes iniciais do festival.

Com a noite conduzida pelo vinho, Juarez Moreira buscava contextualizar o atual estágio da música mineira para o crítico e poeta Antônio Carlos Miguel (também jurado do festival). “Esse pessoal é quem conseguiu realmente dar continuidade e reinventar a seu modo o legado de qualidade musical deixado pelo Clube da Esquina”, analisou o guitarrista, violonista e compositor. “E mesmo tendo focado nas canções, nós sempre tivemos a música instrumental ali dentro do Clube da Esquina”, lembrou o pianista e arranjador, fisgando os nomes de Nivaldo Ornelas e Hélvius Vilela para esse exemplo.

Todos os concorrentes se dizem muito confortáveis produzindo em Belo Horizonte – esse ano diversos álbuns serão lançados (como o de Rafael Martini), nos quais muitos deles se revezam como artista solo e acompanhante. E com um cenário como esse, é aqui que eles pretendem ficar. Pelo visto, depois de mais de 120 anos da capital mineira, parece ser a música instrumental a romper o legado (ou maldição) de vermos nossos maiores artistas obrigados a fazer carreira em outras freguesias (os exemplos vão dos modernistas, como Drummond, ao Clube da Esquina). E uma voz que se afirma com muito talento e personalidade.

projeto Novos Horizontes

Aproveito para dar os parabéns a Wagner Souza, 3° colocado no XI Prêmio de BDMG Instrumental. O júri, formado por nomes como Tárik de Souza e Paulo Belinati reconheceu o talento e o belo som de trompete e flugelhorn do mineiro de Juiz de Fora. Nesta edição, o violonista Thiago Delegado faturou o primeiro lugar.

Wagner Souza, Marcos Frederico, Thiago Delegado e Luís Leite

AGENDA INSTRUMENTAL – CLÉBER ALVES

CLÉBER ALVES FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DE “VENTOS DO BRASIL” NA SÉRIE BH INSTRUMENTAL

O saxofonista, compositor e arranjador mineiro Cléber Alves é a atração de junho do da Série BH Instrumental. O projeto, que  traz ao público mineiro  concertos públicos e gratuitos, com instrumentistas de primeira linha, acontece mensalmente, alternando o endereço entre as praças Floriano Peixoto e Praça da Saúde.

A única apresentação de Cléber Alves será no dia 13 de maio, na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, às 20 horas.

A Série BH Instrumental é uma realização da Veredas Produções em parceria com o Instituto Unimed-BH, através de doações de pessoas físicas e conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, fazendo parte do Circuito UNIMED-BH.

O show de Cléber Alves marca o lançamento de seu novo CD, “Ventos do Brasil”. Ele toca acompanhado por uma banda de primeira, com  André “Limão” Queiroz (bateria); Enéias Xavier (baixo acústico); Marcos Flávio (trombone); Roberto Júnior (sax barítono e tenor) e Chico Amaral (sax alto e tenor), e conta com participações especialíssimas de amigos e mestres: Carlos Malta (flauta e sax), Mauro Rodrigues (flauta), Nivaldo Ornellas (sax tenor) e Teco Cardoso (flauta e sax).

“Ventos do Brasil” é o resultado de uma pesquisa que utiliza uma formação correspondente a de banda de música, expressão comum da cultura mineira. Nele, os sopros vêm acompanhados de bateria e contrabaixo, em substituição à percussão e à tuba, características da banda. Também não são utilizados instrumentos de harmonia como o piano, o violão ou a guitarra. Os arranjadores ficam livres para fazer propostas e escolhas, e participam com suas composições autorais. “O trabalho é feito a partir do encontro de músicos vindos de uma mesma origem. Buscamos criar uma unidade que ressalta nossa diversidade sonora”, afirma Cléber Alves.

Dois mestres da música instrumental assinam os arranjos: Nivaldo Ornellas e Paulo Moura, ambos saxofonistas que marcaram a geração dos anos 80 e influenciaram vários outros que vieram posteriormente entre eles, Carlos Malta e Teco Cardoso, também saxofonistas que até hoje contribuem com seus trabalhos para a sonoridade do sax, além do flautista e pesquisador Mauro Rodrigues.

Compositor, arranjador e instrumentista Cléber foi aluno de Nivaldo Ornellas e Paulo Moura e construiu uma carreira sólida, com uma mistura criativa de técnica impecável, bom gosto nas interpretações e composições ricas e originais. 

Boa parte de sua formação foi durante os dez anos em que morou na Alemanha. Ele fez graduação e mestrado em jazz e música popular na Universidade de Mùsica de Stuttgart . E lá mesmo lançou dois discos excepcionais: “Temperado” e “Saxophonisches Ensemble B”.

De volta ao Brasil, gravou “Revinda”, que mereceu o Prêmio Marco Antonio Araújo de Melhor Disco Instrumental de 2006.

Na Alemanha, tocou em festivais de jazz onde participaram músicos como Bobby McFerrin, Lionel Hampton, Chucho Valdés, Ralph Towner, John Taylor, Jerry Bergonzi, entre outros. Ainda na Europa participou de shows na Suíça, Holanda, França e Espanha.

No  Brasil, grava e toca ao lado de músicos como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Wagner Tiso,Túlio Mourão, Chico Amaral, Ed Motta, Flávio Henrique, Weber Lopes, Sérgio Santos, Zeca Assumpção, André Mehmari, Toninho Ferragutti, Alda Rezende, Gilvan de Oliveira, Hamilton de Yolanda, Paulinho Pedra Azul, Selma Carvalho e outros.

Participou do Festival “Tudo é Jazz” de Ouro Preto com seu trabalho solo, como instrumentista nos shows de Túlio Mourão, Chico Amaral, Alda Rezende e como solista da bigband da compositora e arranjadora Maria Schneider.

Em 2008 sua participação no “Tudo é Jazz” aconteceu na noite de Milton Nascimento, tocando com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais ao lado dos cantores Pedro Morais, Kadu Vianna, Júlia Ribas e outros.

Tocou também no TIM Festival de Valadares, Festival de Jazz de Ipatinga, Savassi Festival em BH e Festa da Música de Belo Horizonte.

Faz, constantemente, turnês pela Alemanha e por outros países da Europa.

-SERVIÇO-

PROJETO SÉRIE BH INSTRUMENTAL APRESENTA CLÉBER ALVES

Lançamento do CD “Ventos do Brasil”

Convidados:

Carlos Malta( Flauta e Sax), Mauro Rodrigues(Flauta), Nivaldo Ornelas(Sax Tenor), Teco Cardoso(Flauta e Sax). 

Banda:  André Queiroz – Bateria

              Enéias Xavier – Baixo Acústico.

              Marcos Flávio – Trombone

              Roberto Júnior – Sax Barítono e Tenor. 

              Chico Amaral – Sax alto e tenor. 

Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

Dia  13 de Maio – Sexta-Feira – às 20  horas

Informações- 3222 5271

Apoio Institucional: Instituto Unimed BH

Entrada Franca

projeto Novos Horizontes – Mauro Continentino e Pablo Passini

Neste mês de maio, o projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH – convida o guitarrista argentino Pablo Passini. Ele se apresenta ao lado do pianista Mauro Continentino no café do espaço CentoeQuatro.

Jazz de altíssima qualidade que o Notas Geraes conferiu de perto.

O argentino Pablo Passini nasceu em Azul, cidade localizada na província de Buenos Aires. Guitarrista de jazz e professor de violão e guitarra formou-se na Universidad Nacional de La Plata (Argentina). Apresentou-se nos distintos cenários e ciclos de jazz da cidade de Buenos Aires. Em 2010, veio ao Brasil para desenvolver atividades acadêmicas na UFMG. Desde então já se apresentou em algumas casas da cidade com diversos músicos do circuito jazzístico de Belo Horizonte.

informações: www.centoequatro.org / (31) 3222.6457

BMW JAZZ FESTIVAL: venda de ingressos começa dia 10/05

Wayne Shorter, Sharon Jones e mais oito atrações se apresentam no evento, que terá workshops e programação gratuita ao ar livre

Os ingressos para o BMW JAZZ FESTIVAL começam a ser vendidos no próximo dia 10 (terça-feira), a partir de 11h, em pontos  de venda da Tickets For Fun (relação no serviço abaixo), através da internet (www.ticketsforfun.com.br) e por telefone (11 4003-5588).

De 10 a 12 de junho, a primeira edição do evento receberá no Auditório Ibirapuera dez atrações, de gerações e estilos distintos do jazz (e suas variações), todas em plena produtividade. A realização do festival era um sonho antigo da filial brasileira da montadora alemã. Para torná-lo realidade, o diretor presidente do BMW Group Brasil, Henning Dornbusch, entregou a direção artística e produção do evento à Dueto Produções, da produtora e cineasta Monique Gardenberg, responsável pela concepção dos extintos Free Jazz e Tim Festival. Ela, por sua vez, se cercou de seu antigo time de colaboradores/curadores: o jornalista Zuza Homem de Mello, o músico e produtor musical Zé Nogueira e o produtor musical Pedro Albuquerque.

PROGRAMAÇÃO

Na primeira noite, batizada pelos curadores de ‘Sax Reunion’, três grandes saxofonistas tenores americanos, surgidos em décadas diferentes (60, 70 e 90), se apresentam pela primeira vez no mesmo palco. O veterano Wayne Shorter, músico lendário que fez parte da banda de Miles Davis e considerado por muitos o maior compositor vivo do jazz, vem com o seu quarteto, formado por alguns dos melhores instrumentistas da atualidade: Danilo Perez, no piano, John Patitucci, no baixo, e Terri Lyne Carrington, na bateria.

 Dez anos mais jovem do que Shorter, Billy Harper apresenta com o seu quinteto um jazz temperado pelas raízes blues e gospel, assimiladas em sua infância no Texas. O premiado californiano Joshua Redman, filho do lendário músico Dewey Redman e o mais jovem das três atrações, vai mostrar por que é tido como um dos mais importantes artistas do gênero surgidos na década de 90.

Funk Off Brass Band (Divulgação)

A noite ‘Roots’, no sábado, é reservada a artistas que representam as raízes vinculadas ao jazz: o soul e R&B, a música africana e o gospel. Dona de uma voz poderosa, Sharon Jones é a mais nova diva da black music americana. Descoberta tardiamente, depois de ter trabalhado como guarda penitenciária, ela chega acompanhada de seu grupo, The Dap Kings, que ganhou reconhecimento mundial ao gravar seis das onze faixas de Back to Black, disco de maior sucesso de Amy Winehouse. Fiéis ao autêntico soul e R&B dos EUA, Sharon Jones & The Dap Kings apresentam a turnê de seu quarto disco, I Learned the Hard Way, que chegou ao 15º lugar da parada Top 200 da Billboard e já superou a marca de 150 mil cópias vendidas. Principal representante da música brasileira no line-up do festival, a Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz mistura jazz e ritmos afro-brasileiros, em formato de big band, através de canções originais escritas e arranjadas pelo maestro e saxofonista Letieres Leite. O Zion Harmonizers, mais antigo grupo vocal gospel em atividade nos EUA, completa a seleção. Criado em Nova Orleans, em 1939, o grupo é composto por um coro de vozes acompanhado de instrumentação (baixo, guitarras, teclado, bateria e harpa).

Wayne Shorter (Divulgação)

No domingo, o palco do Auditório Ibirapuera recebe atrações de várias regiões, com abordagens diversas do jazz, para formar a noite ‘Global’, a mais heterogênea do festival. O compositor e baixista americano Marcus Miller promove um tributo a Miles Davis com o celebrado projeto Tutu Revisited, onde faz uma releitura do seminal álbum do trompetista lançado em 1986, Tutu, no qual tocou diversos instrumentos e foi o principal compositor. Entre os maiores contrabaixistas do mundo, o virtuoso francês de origem catalã Renaud Garcia-Fons desembarca de Paris para levar ao palco o show Linea Del Sur, onda mostra sua combinação de jazz, música clássica, flamenco e outros gêneros, presente também em seu recém-lançado disco Mediterranées. O pianista norueguês Tord Gustavsen vem acompanhado de seu trio para apresentar seu jazz com toques de folk escandinavo, blues e música caribenha, que tem despertado grande interesse da mídia especializada.

DE GRAÇA NO PARQUE

Com a promessa de ser um dos mais primorosos e completos festivais de jazz de todos os tempos no Brasil, e para incentivar um conhecimento mais profundo sobre o gênero, o BMW JAZZ FESTIVAL não ficará restrito ao palco principal do Auditório Ibirapuera.

No último dia de festival, serão realizados eventos ao ar livre no parque e na plateia externa do auditório, com entrada franca. A Funk Off Brass Band, banda marcial italiana de sopro e percussão, dá início à festa às 10 da manhã com uma espécie de carnaval fora de época.  A banda percorre o parque com a sua fusão de funk, soul, R&B e jazz, embalada por sua mistura de metais, percussão e coreografias mirabolantes. Na parte da tarde, às 17h30, o público ganha de brinde a oportunidade de ver, de graça, o groove de Sharon Jones e seus ‘meninos’, cercados pelo verde do Ibirapuera.

Para encerrar a programação gratuita, o parque se transformará num grande cinema ao ar livre, com a exibição do documentário ‘Jazz on a Summer’s Day’, às 19h. Realizado pelo renomado fotógrafo Bert Stern (autor de registros famosos, como as últimas fotos de Marilyn Monroe e a foto do cartaz de ‘Lolita’, de Stanley Kubrick), o longa-metragem foi seu único filme. Nele, Stern registra sua visão pessoal do Newport Jazz Festival de 1958, buscando criar uma experiência em que a música reflete tanto a expressão do artista quanto a satisfação do ouvinte. O resultado é um tributo ao prazer glorificado por apresentações extraordinárias de Anita O’Day, Mahalia Jackson, Louis Armstrong, Gerry Mulligan, Theloniuos Monk, Chico Hamilton, Dinah Washington e muitos outros.

A cantora Sharon Jones e sua banda Dap-Kings (Divulgação)

WORKSHOPS

O festival oferecerá a músicos profissionais e amadores workshops ministrados por atrações do evento. No subsolo do auditório, turmas de 70 alunos poderão ampliar seus conhecimentos musicais com Joshua Redman, Renaud Garcia-Fons e Marcus Miller, na sexta, no sábado e no domingo, respectivamente, sempre às 15 horas. As inscrições serão gratuitas, pelo email oficinabmwjazz@auditorioibirapuera.com.br, por ordem de solicitação.

*Para mais informações sobre as atrações artísticas acesse o press release anexado e para fotos em alta resolução acesse: http://www.canivello.com.br

SERVIÇO

Programação:

Sexta-feira, 10 de junho, a partir das 21h

Billy Harper Quintet

Joshua Redman Trio

Wayne Shorter Quartet

Sábado, 11 de junho, a partir das 21h

Zion Harmonizers

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz

Sharon Jones & The Dap-Kings

Domingo, 12 de junho, a partir das 21h

Tord Gustavsen Trio

Renaud Garcia-Fons

Marcus Miller – Tutu Revisited

Espetáculos no parque e na platéia externa do Auditório Ibirapuera – Entrada Franca:

Domingo, 12 de junho

10h – Funk Off Brass Band Parade

17h30m – Sharon Jones & The Dap-Kings

19h – Cinema ao ar livre BMW: apresentação do filme ‘Jazz on a Summer’s Day’

Filme de Bert Stern, com co-direção de Aram Avakian

Duração: 84min

Ano de lançamento: 1960

Ingressos:

R$ 100,00 (inteira) e R$ 50 (meia)

Ingressos a preços populares, setores posteriores (fileira M a P) – R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia), vendidos somente na bilheteria do Auditório.

Vendas pela internet ou por telefone:

Tickets for Fun: http://www.ticketsforfun.com.br / (11) 4003-5588

Pontos de venda (sem taxa de conveniência):
Bilheteria do Auditório Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/no, Portão 2, Parque Ibirapuera
Terça a Quinta: das 11h às 18h
Sexta: das 11h às 22h
Sábado: das 9h às 22h
Domingo: das 9h às 20h

Pontos de venda (com taxa de conveniência):
Saraiva Mega Store – Morumbi Shopping – SP

Av. Roque Petroni Jr, 1089 – Morumbi SP
Saraiva Mega Store – Shopping Anália Franco – SP
Av. Regente Feijó, 1739 – Nível Orquídea – Anália Franco
Saraiva Mega Store – Shopping Center Norte – SP
Trav Casalbuono, 120 – Vila Guilherme
Saraiva Mega Store – Shopping Eldorado – SP
Avenida Rebouças, 3970 – Pinheiros
Saraiva Mega Store – Shopping Ibirapuera – SP
Av. Ibirapuera, 3.103 SUC 145 Piso Moema – Moema
Saraiva Mega Store – Shopping Pátio Paulista – SP
R. Treze de Maio, 1947 – Bela Vista
Saraiva Mega Store – Shopping Vila Olimpia – SP
Av. Olimpíadas, 360 – Loja 416 -3º Piso – Vila Olímpia
Saraiva Mega Store – Shopping Center Iguatemi – Campinas
Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina – 2o.Piso
Saraiva Mega Store – NorteShopping – RJ
Av. Dom Elder Camara, 5080 Loja 4503 Piso S – Pilares
Saraiva Mega Store – Shopping Rio Sul – RJ
R. Lauro Muller, 116 – Loja 301 – 3o.Piso – Botafogo

FNAC Morumbi Shopping – SP
Av. Roque Petroni Jr, 1089 -Térreo – Morumbi
FNAC Paulista – SP
Av. Paulista, 901 – Bela Vista
FNAC Pinheiros – SP
Av. Pedroso de Moraes, 858 – Pinheiros
FNAC Campinas – SP
Av. Guilherme Campos, 500 – Loja A 017 – Santa Genebra – Campinas
FNAC Shopping Ribeirão Preto – SP
Av. Cel Fernando Ferreira Leite,1540 – Jd Califórnia – Ribeirão Preto
FNAC Barra Shopping – RJ
Av. das Américas, 4666 lj. B101 a114 – Barra
FNAC Park Shopping Barigüii – PR
Av. Prof Pedro Parigot de Souza, 600 – Loja 101 – Mossungue – Curitiba
FNAC Park Shopping – DF
SAI/SO Área 6580 – Park Shopping – Entrada C1
FNAC – Shopping Barra Sul – RS
Av. Diário de Notícias, 300 – Loja 1113 – Porto Alegre
FNAC Porto Alegre – RS
Av. Diário de Notícias, 300 – Cristal – Porto Alegre
FNAC Belo Horizonte – MG
Rod. BR 356, 3049 MA 61 – Belvedere – Belo Horizonte

Citibank Hall São Paulo – SP
Av. dos Jamaris, 213 – Moema – São Paulo
Chevrolet Hall – MG
Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – São Pedro – Belo Horizonte

Câmbio Café – SP
R. Alagoas, 836 – Higienópolis
Central de Turismo – Bar Brahma – SP
Av. São João, 677 – Centro
Central de Turismo – Shopping Center Frei Caneca – SP
R. Frei Caneca, 569 – Piso térreo – Consolação
Central de Turismo – Hotel Blue Tree – SP
R. Verbo Divino, 1323 – Chácara Santo Antônio
Central de Turismo – Super Shopping Osasco – SP
Av. dos Autonomistas, 1828 – 2º Piso – Osasco
Shopping Center Iguatemi – SP
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232 – Piso Térreo – Jd. Paulistano
Posto Ipiranga São Bernardo – SP
R. Jurubatuba, 1.500 – São Bernardo do Campo
Posto Ipiranga Gravatinha – Santo André – SP Av. Portugal, 1756 – Jardim Bela Vista – Santo André
Posto Piraque Lagoa – RJ
Av. Borges de Medeiros, s/n – Lagoa
Livraria Leitura BH Shopping – MG
Rodovia BR-356, 3049 – Lojas 37/38 – Belvedere – Belo Horizonte
Livraria Leitura Savassi – MG
Av. Cristóvão Colombo, 167 – Savassi – Belo Horizonte
My Tickets – RS
R. dos Andradas, 1342 – Centro – Porto Alegre

Meia Entrada:
– Estudantes: apresentar Carteira de Identidade Estudantil na entrada do evento
– Professores da Rede Estadual, Aposentados e Idosos acima de 60 anos: apresentar RG e comprovante.
– Menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira, quando Censura Livre.

Formas de Pagamento:
Visa, Amex e Mastercard, todos os cartões de débito e dinheiro. Cheques não são aceitos.

Estacionamento para compra de ingressos:
Existem 5 vagas no estacionamento do Parque Ibirapuera, localizadas em frente à Marquise e sinalizadas por uma faixa branca, as vagas podem ser utilizadas para compra de ingressos na bilheteria do Auditório sem a necessidade de Zona Azul. A tolerância de permanência é de 15 minutos..

Workshops:
Serão realizados no hall do subsolo do Auditório, com capacidade para 70 pessoas

10 de Junho, às 15h
Workshop Joshua Redman

11 de Junho, às 15h
Workshop Renaud Garcia-Fons

12 de Junho, às 15h
Workshop Marcus Miller

AGENDA INSTRUMENTAL – Keith Jarret se apresenta em SP e RJ

via blog ostejazz

Estão à venda os ingressos para as duas apresentações que o maior e mais criativo e influente pianista de jazz de todos os tempos fará no Brasil, dias 6 e 9 de abril, na Sala São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, respectivamente. Como adianta o título do espetáculo trazido ao país pela promotora DellArte, “An Evening of Solo Piano Improvisations” deverá brindar a plateia com o melhor da genialidade de Jarrett, indiscutível mestre do piano contemporâneo, que conjuga em sua peculiar interpretação técnicas de improvisação e digressões jazzísticas. 

 Nascido em Allentown, Pensilvânia, em 8 de maio de 1945, o músico dos músicos de jazz é um dos pianistas mais influentes dos últimos 25 anos. Com um estilo musical peculiar e grande versatilidade, Jarrett possui uma maneira de tocar muito pessoal. Não é um intérprete conciso: ao contrário, é dado a longas digressões, e muitas de suas peças são improvisos livres, mesclando trechos de caráter erudito.

Na música de Jarrett podemos encontrar alguns elementos bem característicos: o artista gosta de explorar os desdobramentos de melodias simples, líricas e cantantes. Porém, o aspecto mais importante da sua música talvez seja seu modo de tocar, seu pensamento musical. Isso fica especialmente claro quando ele interpreta standards. É como se ele nos levasse a imaginar as notas subentendidas, as frases não articuladas, os caminhos não tomados. As interpretações de Jarrett são temperadas por leves excentricidades cênicas. Ele tem, por exemplo, o costume de murmurar ou cantarolar enquanto toca. Ocasionalmente, também se levanta da banqueta para tocar de pé. No entanto, tais excentricidades ficam em segundo plano, nunca chegando a ofuscar o compromisso total de Jarrett com a música.

Serviço

São Paulo – 06 de abril de 2011 Sala São Paulo – 21h Praça Júlio Prestes, 16 – Tel. 11 3367-9500

Ingressos: Disque Dell’Arte, tel. 11 4002-0019 E pelo site www.ingressorapido.com.br

 Preços: Plateia Central — R$ 400 Plateia Elevada — R$ 350 Balcão Mezanino — R$ 400 Coro — R$ 400 Camarote Mezanino I — R$ 400 strong>Camarote Mezanino II — R$ 350 Camarote Superior — R$ 200 Balcão Superior — R$ 350

Rio de Janeiro – 09 de abril de 2011 Teatro Municipal – 21h Praça Marechal Floriano – Tel. (21) 2262-3501

Ingressos: Disque Dell’Arte, tels. 21 3235-8545 / 2568-8742 Preços: Frisa e camarote — R$ 400 Plateia — R$ 400 Balcão nobre — R$ 400 Balcão superior — R$ 250 Galeria — R$ 120

CentoeQuatro lança projeto Novos Horizontes – revelações de jazz em BH

 Idealizado pelo músico Mauro Continentino, o projeto tem como objetivo apresentar e valorizar o talento de jovens músicos mineiros. Os convidados da primeira edição são Wagner Souza (trompete) e Yan Vasconcellos (contrabaixo), acompanham Mauro Continentino no piano acústico.

Localizado no hipercentro da cidade, cenário de reocupação cultural e de retomada da vida noturna, o Café 104, instalado no centro cultural CentoeQuatro, lança o projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH.

Alinhado com a proposta do espaço cultural de ser um local aberto para a diversidade e experimentação, o projeto visa apresentar o talento de jovens músicos que se destacam pela criatividade e qualidade de seu trabalho. Idealizado pelo músico Mauro Continentino e pela coordenadora artística do centro cultural, Inês Rabelo o projeto pretende também valorizar o trabalho dos músicos mineiros e consolidar o espaço como um lugar para escutar um jazz sofisticado e de qualidade. Já passaram pelo palco do Café 104 o sexteto Paris Jazz Underground, o trio mexicano Los Mind Lagunas e outros importantes nomes como Juarez Moreira, The Florida Keys, Swiss College Dixie, Benny Goodman Centennial Band, Jorge Continentino, Mike Hashime Judy Carmichael, Chico Amaral, The New Loymakers e Harry Allen.

O projeto integra a cena da música instrumental que esteve ausente durante algumas décadas e nos últimos anos caiu no gosto dos jovens através dos diversos festivais de jazz que acontecem na cidade como o Savassi Festival, BH é Jazz, I Love Jazz, entre outros. A ideia é o aprimoramento de um trabalho que Mauro Continentino desenvolve desde novembro do ano passado no Café 104. Mauro convida músicos, faz a preparação e ensaios que resultam nas apresentações. Wagner Souza e Norton Ferreira estão entre os convidados. A carreira de Mauro Continentino começou aos 34 anos. Experiente músico da noite, teve com um de seus mestres o pianista João Donato. Comandou durante cerca de dez anos o Pianíssimo, casa de shows de sucesso na década de 80. Foi professor de três de seus filhos: Alberto, Jorge e Kiko, que hoje acompanham grandes nomes da música popular brasileira. Durante toda sua carreira se manteve tocando, sobretudo em bares e restaurantes, uma espécie de opção de vida. O projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH acontece em três etapas: seleção dos músicos, master class e por fim, as apresentações ao público.

Através de uma curadoria musical bastante cuidadosa, a primeira etapa já foi realizada. Os músicos selecionados fazem parte de bandas de baile e das bandas do Exército e Aeronáutica. A preparação dos instrumentistas acontece no CentoeQuatro duas vezes por semana e duram entre 3 e 5 horas. Durante a master class os músicos falam sobre o jazz e suas várias vertentes e praticam harmonia, formação de acorde, improviso e repertório. As apresentações para o público, podem ser em duo ou outras formações e acontecem toda quarta-feira à noite. O projeto prevê a apresentação de pelo menos dois músicos (ou duas formações) a cada mês.

 O público pode conferir a qualidade musical e a sofisticação do jazz num espaço cuja própria arquitetura favorece a acústica e ainda desfrutar do charme de frequentar o centro da cidade. Como acompanhamento, o Café 104 oferece um cardápio eclético e despretensioso e uma carta de vinhos selecionada.

SERVIÇO

Lançamento do projeto Novos Horizontes – revelações do jazz em BH com apresentação de Mauro Continentino (piano acústico), Wagner Souza (trompete) e Yan Vasconcellos (contrabaixo)

Quarta-feira, 23 de março de 2011 Horário: 21h Couvert: R$10,00

Café 104 – Praça Ruy Barbosa, 104 – Centro – Belo Horizonte – MG Estacionamento: Av. Santos Dumont, 218 | Centro | Serviço de acompanhamento até o veículo | R$ 5,00 (preço único) Informações e reservas: 3222-6457